terça-feira, 8 de outubro de 2019

Leia mais para escrever melhor: Redução da maioridade penal




A maioridade penal a partir dos 18 anos está estabelecida na Constituição de 1988, no artigo 228, que afirma que os menores de idade são inimputáveis e estão sujeitos a norma especial. Mas por que 18 anos, e não qualquer outra idade? Isso tem a ver com a chamada doutrina da proteção integral, uma diretriz internacional criada a partir da Convenção Internacional dos Direitos da Criança, adotada pela Organização das Nações Unidas em 1989.
Apesar de que a convenção não determina qual idade deve ser escolhida para a maioridade penal, ela define como criança todo ser humano com menos de 18 anos de idade. O Brasil e quase todos os países do mundo são signatários desse tratado e grande parte deles baseia seu sistema penal para jovens a partir dessa convenção.
A doutrina da proteção integral aparece mais claramente no artigo 227 da Constituição, que fala sobre a obrigação da família, da sociedade e do Estado de assegurar, com prioridade absoluta, os direitos fundamentais da criança, do adolescente e do jovem. Por tudo isso, antes de completar 18 anos de idade, uma pessoa não pode ser responsabilizada como um adulto no Brasil.
PEC 171/93, que já foi votada e aprovada na Câmara dos Deputados e hoje aguarda apreciação no Senado Federal, estabelece que os maiores de 16 anos que cometam crimes hediondos passem a ser julgados de acordo com o Código Penal (ou seja, podem ser sujeitos às mesmas penas dos adultos). Alguns exemplos de crimes hediondos são: homicídio qualificado, estupro, extorsão e latrocínio.
Para os demais crimes, tudo continua como antes: menores de 18 anos não estarão sujeitos ao Código Penal, e sim ao ECA.
A maioria dos países adota a maioridade penal aos 18 anos, seguindo a Convenção dos Direitos da Criança. Mas essa idade varia entre 12 e 21 anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, nove estados possuem maioridade penal abaixo dos 18 anos. Nos demais, menores de 18 anos são encaminhados à Justiça juvenil. Porém, o sistema legal do país permite que, dependendo da gravidade do crime, jovens a partir de 12 anos sejam julgados pela Justiça comum, inclusive com possibilidade de prisão perpétua ou pena de morte, em alguns estados.
Na Alemanha, a responsabilidade penal juvenil começa aos 14 anos, enquanto a responsabilidade penal dos adultos começa aos 18. A diferença é que existe um sistema de jovens adultos, para aqueles com idade entre 18 e 21 anos. Dependendo do nível de discernimento e de estudo do infrator, ele pode ser julgado pela lei juvenil, mesmo já nessa faixa etária. Vários países adotam esse tipo de sistema, com variação nas idades estabelecidas.






Fonte: politize.com.br. Texto de André Blume. Bacharel em Relações Internacionais.

Leia mais para escrever melhor: O que é controle parental da internet?


Sabemos que os pequenos da Geração Alpha já nascem praticamente capacitados a mexer em aparelhos eletrônicos, sejam celulares, computadores ou tablets. Isso é natural a eles e traz muitos pontos positivos, tornando-os mais ágeis e adaptáveis aos avanços tecnológicos que por vezes deixam nós, adultos, até zonzos de tanta informação. Mas, por outro lado, também sabemos que estando conectadas, as crianças estão expostas a diversos perigos que, muitas vezes, não conseguimos nem imaginar. Seja conversar com uma pessoa estranha, acessar um conteúdo inadequado ou ser exposto à publicidades. Assim, torna-se muito importante que pais e responsáveis estejam atentos para mediar a relação entre criança e tecnologia, cuidando para que o pequeno esteja seguro na internet. É aí que entra o papel do controle parental
Como usar o controle parental nos dispositivos que possuo?
O controle parental nada mais é do que limitar seus aparelhos para que seu filho tenha segurança ao navegar na internet. Ele pode ser feito nos sites de pesquisa, no sistema do computador, aparelhos móveis (por meio do sistema operacional), videogames e roteadores. Sim, são muitas as opções, mas calma que te contamos como fazer!

Sites de pesquisas

Você consegue criar filtros em sites de pesquisa de acordo com a classificação etária associada ao conteúdo. Geralmente, essa função é habilitada na página principal dos sites em configurações. No Google, se chama SafeSeach e no YouTube, Modo de Segurança.

Sistema do computador

É possível limitar ou permitir acesso a sites específicos, aplicativos, tempo de uso – que pode ser ajustado de acordo com dias da semana e finais de semana ou na hora de dormir – e, também, com quem comunicar. Existe a possibilidade de limitar alterações de senha e ver o histórico de aplicativos e sites. A partir da versão 10 do Windows, o controle parental já está disponível na Central de Ações criando uma conta limitada para a criança.

Aparelhos Móveis 

Nos celulares, tablets e outros aparelhos mobile é possível limitar pela classificação etária (assim como nos buscadores). Para o sistema Android, os pais devem criar uma conta, dentro da loja de aplicativos, associada à sua, para o pequeno. Assim, conseguem administrar os apps, tempo de uso e fazer um bloqueio remoto. Para o iOS, essas ações são feitas diretamente no dispositivo. São opções de limitar ou bloquear aplicativos, restrição de conteúdo explícito, compras e download nas lojas e configurações específicas de privacidade.

Videogames

Para cada modelo de videogame, existe uma forma de se fazer o controle parental. É válido entrar no site da marca e entender como fazê-lo corretamente. Porém, existem restrições em comum, como por classificação etária, tipos de jogos e, se disponíveis, filmes e conteúdos de TV. 

Roteadores

Fazer o controle parental através do seu roteador é a forma mais completa. Porque, a partir disso, você limita todos os dispositivos que se conectam a ele. Ou seja, você assegura computadores, tablets, celulares e videogames. A maioria dos roteadores possui essa opção, é só olhar no manual do produto que ensinam a configuração e as opções de limitação disponíveis – que podem ir desde restrição de sites à velocidade de acesso por dispositivo.

Aplicativos infantis de confiança
Entretanto, nenhuma dessas ações de restrição são 100% efetivas. Por isso, o ideal é que os conteúdos disponibilizados para seu pequeno sejam curados por especialistas e estejam em um ambiente totalmente seguro. O PlayKids App é um exemplo disso. Com uma área destinada aos pais dentro do aplicativo, o PlayKids oferece um controle parental de forma intuitiva e efetiva, possibilitando que os responsáveis tenham acesso e controle sobre o que a criança acessa e quanto tempo passa em frente às telas. Além disso, o App é líder global em conteúdo infantil, estando disponível em mais de 180 país e oferecendo os melhores conteúdos para pequenos e pequenas, entre jogos, músicas, desenhos e séries! 











Fonte: blog da leiturinha. Texto de Paula Piffer, estudante de comunicação.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Proposta de intervenção social - ENEM - Competência 05

Tese – argumentos – proposta de intervenção social;
Deve ser coerente em relação à tese desenvolvida no texto e aos argumentos utilizados;
Respeitar os direitos humanos: não romper com os valores de cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural.
A proposta de intervenção deve ser exequível (viável), detalhada.


1. Agente;                                                        Quem?

2. Ação;                                                           O quê?

3. Modo ou meio;                                            Como?

4. Finalidade.                                                   Para quê? 


  
G - Governo

O - ONGS 

M - Mídia

I - Indivíduo

F - Família

E - Escola

S - Sociedade



Exemplos:

“Destarte , para que as pessoas com deficiência na audição consigam o acesso pleno ao sistema educacional, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, promova cursos de Libras para os professores, por meio de oficinas de especialização à noite – horário livre para a maioria dos profissionais – de maneira a garantir que as escolas e universidades possam ter turmas para surdos, facilitando o acesso desse grupo ao estudo. Em adição, o Estado deve divulgar propagandas institucionais ratificando a importância do respeito aos deficientes auditivos, com postagens nas redes sociais, para que a discriminação dessa minoria seja reduzida, levando à maior inclusão.”

“O Estado, como defensor dos direitos da população e do bem-estar social, deve criar leis que impeçam a dominação das crianças pelo consumismo, impedindo a associação entre produtos e elementos atrativos a elas. Deve-se utilizar da educação, principal elemento transformador da sociedade, para criar nas crianças o discernimento entre o frívolo e o necessário, coibindo o egoísmo e estimulando a solidariedade. A sociedade, por sua vez, deve conscientizar-se, limitando o consumo das crianças para impedir o desenvolvimento da cultura de consumo. Dessa forma, será possível criar um corpo social ético, harmonioso e saudável.”

“Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.”

Elabore propostas de intervenção social exequível e detalhada para os seguintes temas:

1 – Obesidade infantil no Brasil;

2 –  Movimento contra vacinas no Brasil e o surgimento de doenças erradicadas;

3 – Controle parental na internet;

4 – Redução da maioridade penal no Brasil.




quarta-feira, 25 de setembro de 2019

8 possíveis temas da redação do Enem 2019


O combate à depressão é um tema bastante cotado por professores. A tendência é que temas mais "ideológicos" fiquem longe da prova este ano
Por Taís Ilhéu
Com contribuições do professor Alessandro Soares da Silva

Um mês e meio separa 5.095.308 candidatos da prova de redação do Enem. O temor em relação a ela não é sem razão: uma nota zero pode te deixar de fora de programas como o Sisu, o Fies ou o Prouni. Por outro lado, a redação pode aumentar (e muito) as chances de ingresso na universidade, já que sozinha ela representa 1000 pontos na prova. Bem, a junção de toda essa expectativa faz o coração de qualquer estudante gelar no momento de abrir a prova do segundo dia e descobrir o tão aguardado tema da redação. 
Não dá para adivinhar o que encontraremos ali, mas é bem possível estimar alguns temas. A violência contra a mulher, por exemplo, já era a aposta de muitos professores de cursinho até finalmente aparecer na redação do Enem 2015. Embora algumas edições sejam mais imprevisíveis (como 2017, que pautou a formação educacional para surdos), há alguns padrões que se repetem ao longo dos anos. Os temas, por exemplo, sempre dizem respeito a desafios enfrentados pela sociedade brasileira e dificilmente são mais globais. Além disso, é comum que tenham sido pauta na mídia. 
Há, no entanto, uma novidade bastante anunciada pelo governo para este ano: os candidatos não devem esperar por temas “polêmicos” ou “ideológicos”. O ministro da Educação voltou a afirmar esse ponto em uma entrevista à TV Brasil nesta terça (24). Com essas afirmações, o MEC provavelmente está se referindo a temas mais progressistas ligados a movimentos sociais, como questões de gênero, de cunho racial ou sobre sexualidade. 
Considerando o histórico da prova e os novos ventos em Brasília este ano, conversamos com os professores de Redação e Português Thiago Braga, do Sistema de Ensino pH, do Rio de Janeiro (RJ), e Antunes Rafael dos Santos, do Colégio Oficina do Estudante, em Campinas (SP), para elencar oito possíveis temas de redação para o Enem 2019.

1. O avanço e o combate à depressão


As últimas pesquisas da OMS apontam que o Brasil está entre os dez países com maior taxa de suicídio no mundo, além de caminhar contra a tendência mundial de redução desses números. Nos últimos dez anos, o número de pessoas diagnosticadas com depressão no país cresceu 18,4%. A redação pode pedir que o candidato disserte a respeito das causas do avanço da depressão e apresente propostas de políticas públicas para seu combate. 

2. Obesidade no Brasil


Assim como a depressão, a obesidade também é um problema de saúde pública em evidência no país, atingindo cerca de 20% da população. Um recorte do tema pode ser a obesidade entre crianças, também relacionada à desnutrição. 


3. Bullying e violência nas escolas brasileiras


A violência nas escolas pode ser abordada na prova tanto do viés do “bullying” quanto relacionada à agressão de professores — considerando o grande registro desses casos e o espaço que ganharam na mídia. O desafio para o candidato é apresentar soluções equilibradas, efetivas e que envolvam o diálogo com a comunidade escolar. 


          4. Epidemias e volta de doenças erradicadas



Este foi o ano de ressurgimento no Brasil de doenças que eram consideradas erradicadas, como o sarampo. Por se tratar de um tema de saúde pública, ele é bem cotado para a prova, além de envolver debates de cunho social, como o avanço do movimento antivacina.

5. Controle parental na internet


O Estado brasileiro, bem como as famílias, estão diante de grandes desafios no que diz respeito à educação para mídia e tecnologias. A disseminação do uso da internet entre crianças e adolescentes pode ser tema da redação este ano, propondo um debate sobre o papel dos pais e do governo como mediadores. 

6. Desafios da mobilidade urbana no Brasil


Os centros urbanos no Brasil estão em constante inchaço, acompanhados por um número crescente de veículos individuais. Enquanto em 2004 havia 7,4 habitantes para um carro, dez anos depois essa proporção foi para 4 habitantes por carro. É um carro para cada quatro brasileiros, enquanto há dez anos a proporção era de 1 para mais de 4. O transporte público, por outro lado, enfrenta problemas com obras paralisadas e pouco planejamento. Diante desse cenário, o candidato deve apresentar soluções efetivas para os grandes problemas de mobilidade urbana — que envolvem pensar não só o transporte, mas a organização espacial das cidades. 


7. Evasão escolar


O Brasil tem a terceira maior taxa de evasão escolar do mundo — são 2 milhões de crianças e adolescentes fora da escola. A redação pode pedir que o candidato disserte sobre o perfil dos que evadem e seus possíveis motivos, além de apresentar soluções para o problema.

8. Habilidades socioemocionais nas escolas


A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trouxe como uma das propostas a implementação de disciplinas que desenvolvam, desde cedo, as habilidades socioemocionais dos estudantes. Essas habilidades envolvem a capacidade de se relacionar com pessoas, lidar com emoções, resolver conflitos, etc. Por ser também uma pauta forte no mercado do trabalho, além de passar mais longe de discussões “polêmicas”, essa é uma aposta para o Enem 2019.

Agora é escolher um tema por vez e praticar! Bons Estudos!
Att,
Alessandro Soares
Fonte: Guia do ENEM

domingo, 8 de setembro de 2019

PROPOSTA DE REDAÇÃO ENEM 2019 - PRECONCEITO LINGUÍSTICO


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para combater o preconceito linguístico no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


TEXTO 01
O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão (...) O preconceito linguístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogada nos dicionários. Qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente”, e não é raro a gente ouvir que “isso não é português”.
(Marcos Bagno, Doutor em Língua Portuguesa pela USP)



                                                                             TEXTO 02



TEXTO 03

A grande responsável pela disseminação do preconceito linguístico é a mídia. Sem esquecer que nós também somos quando rimos de alguém que usa uma linguagem mais popular. Como professor de língua portuguesa, preciso mostrar para o aluno que, apesar da língua portuguesa ser dinâmica, ele precisa ter domínio da norma culta, pois é considerada a de maior prestígio social. A mídia não faz essa reflexão, ao contrário, não é raro ver notícias nas quais os jornalistas querem “corrigir” erros gramaticais, mas eles mesmos acabam “errando”. Uma situação assim aconteceu com um veículo de comunicação o qual criticou a tatuagem de um assassino que escreveu em seu corpo “assacino”. Por causa disso, o repórter esqueceu do tema da notícia e foi querer criticar a grafia do criminoso. O problema foi que no mesmo texto no qual o jornalista estava criticando alguém pelo “erro” de português, o agente da mídia também escreveu uma palavra “errada”: fase, ao invés de frase.
(Alessandro Soares, professor de Língua Portuguesa).

INSTRUÇÕES
▪ O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
▪ O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
▪ A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
▪ Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
▪ Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
▪ Apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
▪ Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto. 


Reportagem

 GÊNERO TEXTUAL REPORTAGEM Olá, eu sou o professor Alessandro. Na aula de hoje vamos abordar o assunto reportagem. Reportagem é um gênero te...