sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

DOMÍNIO DOS MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL PARA CONCURSO

 Atenção, a aula referente a este assunto está disponível no meu canal Professor Alessandro, no link a seguir:

https://youtu.be/e7ZB7POBBKI

Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e outros elementos de sequenciação textual.


CONCEITO DE COESÃO:

O encadeamento, a ligação, a relação, a conexão entre as palavras, expressões, frases do texto, orações, períodos, parágrafos e entre o texto e o contexto.


Mecanismos de coesão

Referencial

Recorrencial

Sequencial

● Ocorre quando um elemento do texto refere-se a outro, substituindo-o.

● Usamos as classes gramaticais para recuperar certos termos dentro do texto.

● A retomada de uma palavra ou expressão tem como objetivo a progressão do texto, introduzindo uma informação nova.

● Ocorre quando se usam conjunções, locuções conjuntivas, preposições, locuções prepositivas ou pronomes relativos que normalmente conectam orações dentro do texto, dando sequência à leitura, estabelecendo determinadas relações de sentido e concatenando as ideias dentro dele.

1. Substituição

1.1. Anáfora

1.2. Catáfora

1.3. Elipse

2. Reiteração

2.1. Sinônimos

2.2. Hiperônimos

2.3. Nomes genéricos

2.4. Expressões nominais definidas

2.5. Repetição

1. Retomada de termos

2. Paralelismo

1. Correlação dos tempos verbais

2. Conexão entre orações

3. Conexão entre períodos e entre parágrafos

 

Vamos ver uma questão de concurso de cada banca sobre o assunto coesão textual!

 

Vamos analisar uma questão do Instituto AOCP – AGENTE DE NECROPCIA – 2017 - NÍVEL MÉDIO

Texto com alguns destaques feitos por mim em relação aos elementos coesivos.

 

Cuidar de idoso não é só cumprir tarefa, é preciso dar carinho e escuta

Cláudia Colluci 

A maior taxa de suicídios no Brasil se concentra entre idosos acima de 70 anos, segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. São 8,9 mortes por 100 mil pessoas, contra 5,5 por 100 mil entre a população em geral. Pesquisas anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o de maior risco. Abandono da família, maior grau de dependência e depressão são alguns dos fatores de risco.

Em se tratando de idosos, há outras mortes passíveis de prevenção se o país tivesse políticas públicas voltadas para esse fim. Ano passado, uma em cada três pessoas mortas por atropelamento em São Paulo tinha 60 anos ou mais. Pessoas mais velhas perdem reflexos e parte da visão (especialmente a lateral) e da audição por conta da idade.

Levando em conta que o perfil da população brasileira mudará drasticamente nos próximos anos e que, a partir de 2030, o país terá mais idosos do que crianças, já passou da hora de governos e sociedade em geral encararem com seriedade os cuidados com os nossos velhos, que hoje somam 29,4 milhões (14,3% da população).

Com a mudança do perfil das famílias (poucos filhos, que trabalham fora e que moram longe dos seus velhos), faltam cuidadores em casa. Também são poucos os que conseguem bancar cuidadores profissionais ou casas de repouso de qualidade. As famílias que têm idosos acamados enfrentam desafios ainda maiores quando não encontram suporte e orientação nos sistemas de saúde.

Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos, que se submeteu à implantação de um marca-passo. Após a alta hospitalar, foi um susto atrás do outro. Primeiro, a pressão arterial disparou (ele já teve dois infartos e carrega quatro stents no coração), depois um dos pontos do corte cirúrgico se rompeu (risco de infecção) e, por último, o braço imobilizado começou a inchar muito (perigo de trombose venosa). Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento, da demora de retorno do médico que o assistiu na cirurgia e sem um serviço de retaguarda do plano de saúde ou do hospital, a sensação de desamparo foi desesperadora. Mas essas situações também trazem lições. A principal é a de que o cuidado não se traduz apenas no cumprimento de tarefas, como fazer o curativo, medir a pressão, ajudar no banho ou preparar a comida. Cuidado envolve, sobretudo, carinho e escuta. É demonstrar que você está junto, que ele não está sozinho em suas dores.

Meu pai é um homem simples, do campo, que conheceu a enxada aos sete anos de idade. Aos oito, já ordenhava vacas, mas ainda não conhecia um abraço. Foi da professora que ganhou o primeiro. Com o cultivo da terra, formou uma família, educou duas filhas. Lidar com a terra continua sendo a sua terapia diária. É onde encontra forças para enfrentar o luto pelas mortes da minha mãe, de parentes e de amigos. É onde descobre caminhos para as limitações que a idade vai impondo ("não consigo mais cuidar da horta, então vou plantar mandioca").

Ouvir do médico que só estará liberado para suas atividades normais em três meses foi um baque para o meu velho. Ficou amuado, triste. Em um primeiro momento, dei bronca ("pai, a cirurgia foi um sucesso, custa ter um pouco mais de paciência?"). Depois, ao me colocar no lugar desse octogenário hiperativo, que até dois meses atrás estava trepado em um abacateiro, podando-o, mudei o meu discurso ("vai ser um saco mesmo, pai, mas vamos encontrar coisas que você consiga fazer no dia a dia com o aval do médico").

Sim, envelhecer é um desafio sob vários pontos de vista. Mas pode ficar ainda pior quando os nossos velhos não contam com uma rede de proteção, seja do Estado, da comunidade ou da própria família.

Os números de suicídio estão aí para ilustrar muito bem esse cenário de abandono, de solidão. Uma das propostas do Ministério da Saúde para prevenir essas mortes é a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A presença desses serviços está associada à diminuição de 14% do risco de suicídio. Essa medida é prioritária, mas, em se tratando da prevenção de suicídio entre idosos, não é o bastante.

Mais do que diagnosticar e tratar a depressão, apontada como um dos mais importantes fatores desencadeadores do suicídio, é preciso que políticas públicas e profissionais de saúde ajudem os idosos a prevenir/diminuir dependências para que tenham condições de sair de casa com segurança, sem o risco de morrerem atropelados ou de cair nas calçadas intransitáveis, que ações sociais os auxiliem a ter uma vida de mais interação na comunidade. E, principalmente, que as famílias prestem mais atenção aos seus velhos. Eles merecem chegar com mais dignidade ao final da vida.














Gabarito da questão: a)

A próxima questão é do IADES, banca que gosta de mesclar assuntos diversos em uma mesma questão de Língua Portuguesa.

Obs.: Comando adaptado apenas em relação à estrutura!

 

QUESTÃO 05

No que se refere à equivalência e à transformação de estruturas do texto, assinale a alternativa que reescreve o período “Se oficializado pela medicina, o órgão pode ser considerado o maior do corpo humano (título que hoje é da pele).” (linhas de 9 a 11), mantendo a coerência e a coesão da informação.

A) Conforme oficializado pela medicina, o órgão é considerado o maior do corpo humano (título que hoje é da pele).

B) Embora oficializado pela medicina, o órgão será considerado o maior do corpo humano (título que hoje é da pele).

C) Contanto que seja oficializado pela medicina, o órgão poderá ser considerado o maior do corpo humano (título que hoje é da pele).

D) Mesmo que seja oficializado pela medicina, considera-se que ele é o maior órgão do corpo humano (título que hoje é da pele).

E) Quando oficializado pela medicina, o órgão foi considerado o maior do corpo humano (título que hoje é da pele).

Observe que essa questão do IADES aborda outros assuntos: Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto e reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de linguagem, além do assunto coesão textual. Ocorre que a questão aborda mecanismo de coesão textual denominado de sequencial. Assim, a conjunção subordinada adverbial se expressa uma relação semântica de condição entre as duas orações. Para que isso seja mantido, a alternativa C) é a correta.

 

Vamos estudar cada mecanismo a partir de agora!


Coesão referencial

Ocorre quando um elemento do texto refere-se a outro, substituindo-o. Pode ser construída:

1. por substituição (colocação de palavra ou de expressão no lugar de outra, já citada ou ainda por citar), sendo:

1.1. anáfora, quando o item substituído já foi citado. Todos os termos que servem para retomar outros são chamados anafóricos.

E, principalmente, que as famílias prestem mais atenção aos seus velhos. Eles merecem chegar com mais dignidade ao final da vida. Exemplos:

Lidar com a terra continua sendo a sua terapia diária. É onde encontra forças para enfrentar o luto pelas mortes da minha mãe, de parentes e de amigos.

A maior taxa de suicídios no Brasil se concentra entre idosos acima de 70 anos, segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. São 8,9 mortes por 100 mil pessoas, contra 5,5 (elipse: mortes) por 100 mil entre a população em geral. Pesquisas anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o de maior risco. Abandono da família, maior grau de dependência e depressão são alguns dos fatores de risco.

 

Façamos algumas observações em relação ao uso dos anafóricos:

 

1) Embora em geral um anafórico só possa ser utilizado se o termo que ele retomar estiver explicitamente mencionado, admite-se, em casos em que o termo substituído for claramente inferido pelo contexto, que se faça uso de um anafórico. Chamamos de anáfora indireta:

Aperte para terminar

“Acabou”, dizia a mensagem que Mariana recebeu após 4 anos de namoro – ela nunca mais o viu.

Na era da paquera no Tinder, o fim também é virtual.

No texto, o pronome ela promove a retomada do referente Mariana.

Por sua vez, o pronome oblíquo o aponta para o referente namorado de Mariana que não aparece no texto, mas pode ser identificado, pois se encontra ancorado na pista textual namoro que possibilita a inferência.

 

2) Em geral, o artigo indefinido (um, uma, uns e umas) serve para marcar introdução de informações novas, que, uma vez introduzidas, passam a ser acompanhadas pelo artigo definido (o, a, os e as), quando retomadas.

Uma das propostas do Ministério da Saúde para prevenir essas mortes é a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A presença desses serviços está associada à diminuição de 14% do risco de suicídio.

3) Em função anafórica, o verbo fazer substitui verbos de ação, e o ser, verbos de estado:

Alessandro, Aquilles e Melri trabalham muito, Arquimedes quase não o faz. (=trabalha).

 

Verdadeiramente, Alessandro ficou muito constrangido com a situação; mas não foi (=ficou) tanto quanto se poderia esperar.

1.2. catáfora, a substituição é feita antecipadamente. Todos os termos que servem para antecipar, anunciar outros são denominados catafóricos.

Exemplos:

 

Estes são os principais mecanismos de coesão textual: referencial, recorrencial e sequencial.

Eu desejo isto para os inscritos no meu canal: estabilidade profissional.

Obs.: São anafóricos e/ou catafóricos os pronomes demonstrativos (este, esse, aquele), os pronomes relativos (que, o qual, cujo, onde), certos advérbios e locuções adverbiais (nesse momento, então, lá etc) e os verbos ser e fazer, o artigo definido, o pronome pessoal de 3ª pessoa (ele/ela;o/a;lhe).

 

 

 1.3. elipse, quando um item já citado é omitido. 

São 8,9 mortes por 100 mil pessoas, contra 5,5  por 100 mil entre a população em geral.

 

                                                                                        

                                                                                  mortes                    pessoas

  2. por reiteração (repetição ou recorrência de palavras ou expressões que têm a mesma referência), utilizando:

Sinônimos, ou seja, palavras ou expressões de sentido semelhante.

Em se tratando de idosos, há outras mortes passíveis de prevenção se o país tivesse políticas públicas voltadas para esse fim. Ano passado, uma em cada três pessoas mortas por atropelamento em São Paulo tinha 60 anos ou mais. Pessoas mais velhas perdem reflexos e parte da visão (especialmente a lateral) e da audição por conta da idade.

Hiperônimos, ou seja, palavras ou expressões de significado mais abrangente:

As doenças respiratórias são enfermidades que atingem os órgãos e as estruturas do sistema respiratório — vias nasais, faringe, laringe, brônquios, traqueia, diafragma, pulmões e alvéolos pulmonares. As mais comuns são: asma, bronquite crônica, pneumonia, rinite alérgica e sinusite.

nomes genéricos, ou seja, palavras ou expressões generalizantes, como fato, acontecimento, ideia, tese, coisa, pessoa etc.:

Há alguns meses foi criado o canal do Youtube Professor Alessandro de Ipixuna. Esse acontecimento está contribuindo para a democratização do conhecimento.

expressões nominais definidas, ou seja, palavras ou expressões de natureza diferente e que dependem do nosso conhecimento de mundo para serem entendidas:

Vinícius de Moraes também foi um grande escritor brasileiro; além de escrever poemas, o Poetinha também se dedicou à música popular

repetições: estão a serviço da criação de um efeito de sentido.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o Mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Até a próxima aula, não deixe de visitar o meu canal no Youtube. Nele, eu explico pormenorizadamente esse assunto. 





terça-feira, 29 de dezembro de 2020

4ª ATIVIDADE REMOTA DE REDAÇÃO 3º ANO

 

Na atividade de hoje, abordaremos mais estratégias argumentativas: o uso de dados estatísticos, alusão histórica e comparação entre fatos, épocas, situações e lugares distintos. A dissertação-argumentativa deve ser escrita em quatro parágrafos. O primeiro é o parágrafo de introdução, onde começa o texto, o qual deve apresentar uma tese, isto é, o ponto de vista do autor.

O segundo e o terceiro parágrafos compreendem o desenvolvimento, espaço do texto onde se deve argumentar, ou seja, sustentar, defender o ponto de vista apresentado na introdução. O último parágrafo, a conclusão, é onde se apresenta a proposta de intervenção social, tema de uma futura aula. Mas, caro estudante, caso queira estudar esse conteúdo, ele já está disponível no canal do youtube Prof. Alessandro de Ipixuna.

A fim de defender o ponto de vista, o estudante precisa utilizar as estratégias argumentativas. Além de outros tipos, nós temos o emprego de dados estatísticos, alusão histórica e comparação entre fatos, época, situações ou lugares distintos. Como nosso espaço é limitado, por hoje focaremos apenas o uso de dados estatísticos de maneira detalhada. Mas antes, responda à pergunta abaixo.

 

QUESTÃO 01 – Para defender o ponto de vista, o que o (a) autor (a) do texto precisa fazer? Cite exemplo de três estratégias argumentativas.

 

 

 

DADOS ESTATÍSTICOS: compreendem números e percentuais provenientes de uma FONTE, isto é, uma instituição social de reconhecimento público. Como exemplos de FONTE temos o IBGE, INPE, MEC, entre outros órgãos. Você não deve inventar dados ou escrever expressões do tipo “metade dos jovens não gosta de estudar” sem citar a fonte, porque não tem como comprovar.


Agora, se eu escrevo “Metade dos jovens não gosta de estudar, segundo pesquisa feita pelo IBGE”, eu posso usar como comprovação para a minha tese. Na prova de redação do ENEM há os textos motivadores em que vez ou outra existem dados disponíveis para interpretar e usar como estratégia argumentativa. É importante citar a FONTE e, claro, interpretar os números e relacioná-los com as ideias de seu texto. Leia um exemplo de minha autoria. Se quiser, você pode ficar à vontade para usar como modelo:

De acordo com dados obtidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mais de 70% dos detentos brasileiros não concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio. Isso evidencia que a falta de uma educação de qualidade, do acesso e permanência na escola, além de não garantir o desenvolvimento pleno de adolescentes e jovens no Brasil, contribui para o crescimento da população carcerária. Portanto, o jovem que não é assistido pelo estado acaba tornando-se alvo fácil para ser convocado pelas facções criminosas existentes.

QUESTÃO 02 – No parágrafo acima, qual foi a estratégia argumentativa utilizada por mim para defender meu ponto de vista? Qual é a fonte?

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QUESTÃO 03 – Você concorda com o argumento empregado no parágrafo da questão anterior? Se a resposta for sim ou não, explique o motivo.

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QUESTÃO 04 – Agora é com você. Com base na mesma pesquisa que o seu professor interpretou para criar um parágrafo, escreva também um parágrafo de desenvolvimento empregando a estratégia argumentativa dados estatísticos. Não esqueça de citar a fonte e interpretar os dados. Até a próxima!

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4ªATIVIDADE REMOTA DE LÍNGUA PORTUGUESA 3º ANO

 

Caro estudante, hoje abordaremos o assunto período composto por coordenação. Esse assunto é tão importante na compreensão da língua portuguesa como vai te ajudar a argumentar na dissertação-argumentativa. Ocorre que, antes de chegarmos nele, precisamos lembrar o que é frase, oração e período. Vamos começar então! Observe a charge abaixo para responder à questão 01:

QUESTÃO 01 – Charge consiste no gênero textual cuja intenção comunicativa é fazer uma denúncia, uma crítica. Sendo assim, marque somente a alternativa correta sobre o texto multimodal (formado por imagem e palavra) acima.

a) Há uma crítica à legislação brasileira atual na qual um adolescente com 16 anos pode sofrer sanção penal.

b) A falta de saneamento básico está destruindo a vida de crianças e adolescentes de 16 anos.

c) No texto, a crítica é feita a quem defende a redução da maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos de idade.

d) O segundo personagem concorda que deve haver a redução da maioridade penal no Brasil.

e)  A denúncia da falta de uma moradia digna para milhões de pessoas é o tema principal da charge.

 

Eita professor, no meio da conversa, põe logo uma questão! Quem sabe seja este seu pensamento. Ora, eu não poderia perder a oportunidade de fazer você lê um texto como esse. Só para constar: textos dessa natureza, recorrentes no ENEM, exigem, para a correta interpretação, a leitura tanto das imagens quanto das palavras. Separar um do outro é errar na interpretação.

Vamos continuar nossa conversa. Na charge, temos três enunciados:

 

I – A maioridade penal vai ser 16 anos!

II – Sem problemas!

III – A gente nunca chega até lá, mesmo!

 

Todos os três enunciados podem ser classificados como FRASE, pois frase é todo enunciado que apresenta sentido completo. Se a frase apresentar verbo ou locução verbal (vai ser), denominamos de Oração. Se não tiver verbo, designamos frase nominal, como o segundo enunciado. Assim fica fácil: Oração, então, é toda frase que apresenta verbo! Sendo assim, responda:

 

QUESTÃO 02 – O enunciado “A gente nunca chega até lá, mesmo!” é uma frase ou também é uma oração? Explique a sua resposta.

 

 

 

 

Já sabendo que se a frase apresentar verbo é chamada de oração, logo, dependendo do número de verbos, é possível saber o número de orações. Se tiver um verbo, tem-se uma oração. Caso tenham dois ou mais, tem-se duas ou mais orações. Veja:

I – A redução da maioridade penal é um projeto de lei. (verbo é. Um verbo, uma oração. Nesse caso, temos um período simples).

II – A redução da maioria penal é um projeto de lei em discussão para reduzir a maioridade penal no Brasil, de 18 para 16 anos. (Verbos é e reduzir. Dois verbos, duas orações. Entendeu? Se sim, responda à questão 03, caso contrário, volte a leitura!

 

QUESTÃO 03 – Classifique os enunciados a seguir em período simples e composto. (dica: encontre primeiro o (s) verbo (s)).

a) Estamos no período de pandemia.

 

 

b) Estamos no período de pandemia, mas continuamos a estudar.

 

 

Por fim, encerrando a nossa atividade de hoje, podemos dizer que o período composto é o enunciado que possui dois ou mais verbos. Há dois tipos de período composto: por coordenação e por subordinação. Gostaria de estudar tudo hoje, entretanto, lembrei que só posso passar quatro questões. Nesse sentido, vamos encurtar o assunto.

O período composto por coordenação apresenta a seguinte classificação: oração coordenada assindética e oração coordenada sindética. Leia o enunciado que eu te explicarei melhor:

I – Alessandro tirou nota máxima na prova. (período simples)

II – Alessandro estudou muito para a prova. (período simples)

 

Os dois enunciados acima são período simples, pois cada qual tem um verbo. Agora, eu vou colocar um do lado do outro, ou seja, coordenar, por meio da vírgula e formar um período composto:

 

Alessandro tirou nota máxima na prova, porque estudou muito. (período composto, porque: conjunção, isto é, síndeto)

 

A primeira oração “Alessandro tirou nota máxima na prova” é classificada de oração coordenada assindética. A quer dizer sem; sindética provém do termo síndeto que significa conjunção. Ou seja, é assindética porque não tem conjunção.

Já a segunda oração “porque estudou muito” – ela ficou curta porque eu não precisei repetir algumas palavras – é classificada de oração coordenada sindética explicativa, pois apresenta a conjunção porque. Conjunção é uma palavra que nesse caso serve para conectar duas orações. Quando eu uso uma conjunção estou explicitando uma relação semântica, ou seja, o sentido que há entre orações. No caso em estudo, a segunda oração é uma explicação da primeira, por isso eu empreguei o conectivo porque.

Eu também poderia usar que, pois, porquanto: Alessandro tirou nota máxima na prova, pois estudou muito.

QUESTAO 04 – Classifique as orações do período composto a seguir:

 

O professor passou atividade remota aos alunos, porquanto não é possível ensinar de maneira presencial.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por hoje é só isso! Um abraço!

Ah! Não esqueça de visitar meu canal no youtube (professor Alessandro de Ipixuna) e acompanhar aulas para o ENEM.

Desistir nunca, avançar sempre!

Att.,

Professor Alessandro.



4ª ATIVIDADE REMOTA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2º ANO

 

Caro estudante, espero que esteja tudo bem contigo. Hoje, nós vamos abordar o assunto classes de palavras. Antes da pandemia, nós vimos ou foram mencionadas as classes de palavras substantivo e adjetivo. Substantivo é qualquer palavra que serve para nomear. O adjetivo compreende o vocábulo que tem a função de caracterizar, isto é, dar característica ao nome. Acompanhe:


Na tirinha acima, Mônica é um substantivo, porque está nomeando a personagem de vermelho. “Baixinha, gorducha e dentuça” são adjetivos. Características essas que o estudante não deve usar para ofender alguém, pois tratam-se de bullying!

No último quadrinho, temos mais três adjetivos: “linda, inteligente e poderosa”. Agora sim, elogiar alguém não é crime! Deu para lembrar o que é substantivo e o que é adjetivo? Então, faz o seguinte, leia o poema de Ferreira Gullar a seguir para responder às questões 01 e 02.

 

Ocorrência

 

Aí o homem sério entrou e disse: bom dia.

 

 

Aí outro homem sério respondeu: bom dia.

Aí a mulher séria respondeu: bom dia.

 

Aí a menininha no chão respondeu: bom dia.

 

Aí todos riram de uma vez

Menos as duas cadeiras, a mesa, o jarro, as flores

as paredes, o relógio, a lâmpada, o retrato, os livros

o mata-borrão, os sapatos, as gravatas, as camisas, os lenços.

 

QUESTÃO 01 – Retire do poema acima três substantivos: um que nomeia ser, um que designa objeto e um que está nomeando vestimenta:

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QUESTÃO 02 – Nos versos “Aí o homem sério entrou e disse: bom dia.” e “Aí a mulher séria respondeu: bom dia” temos dois adjetivos. Identifique-os:

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

Leia a informação a seguir para responder à questão 03:

 

Normalmente, a posição em que o substantivo e o adjetivo assumem na frase é esta: primeiro o substantivo e depois o adjetivo. Entretanto, em determinados enunciados, pode-se alternar essa posição do nome e da característica, o que pode também mudar o sentido das palavras.

             I – Alessandro é uma pessoa grande. (pessoa: substantivo, grande: adjetivo).

            II – Alessandro é uma grande pessoa. (pessoa: substantivo, grande: adjetivo).

 

No primeiro enunciado, pessoa grande refere-se ao tamanho. Já no segundo, grande pessoa não se refere ao tamanho, mas a uma pessoa importante.

São exatamente as mesmas palavras que foram escritas nos dois enunciados. O que provocou essa mudança de sentido? Foi a troca de posição entre o substantivo e adjetivo. Nem sempre essa permuta vai provocar mudança de significado.

 

Agora é a sua vez:

 

QUESTÃO 03 – Nos enunciados a seguir, explique a mudança de sentido ocorrida e o que provoca tal modificação de significado.

 

I – Alessandro é um professor pobre.

 

II – Alessandro é um pobre professor.

 

 

 

 

 

Vamos encerrar a nova conversa por agora falando um pouco de outra classe de palavra: o artigo. É muito simples reconhecê-lo, pois tem formas fixas: o, a, os e as são artigos do gênero masculino. Um, uma, uns, umas. Eles podem se fundir – quem já assistiu ao desenho Dragon Ball conhece esse termo fusão (união) – com preposições e gerar o que denominamos de contração.

Da é a contração de de + a; Do: de + o; dum: de + um; de + uma; à: a + a (crase). Chega! Hoje não vamos estudar a definição de artigo, mas apenas compreender a posição dele na frase: normalmente, é escrito ou falado antes do substantivo. Sendo assim, caro estudante, para saber se uma palavra provavelmente é um substantivo, veja se tem algum artigo antes dela. Observe:

I – A eutanásia é uma escolha do paciente;

II – O lockdown foi decretado na nossa cidade.

 

Mesmo que não se saiba o sentido de eutanásia ou lockdown, pode-se deduzir que são nomes, ou seja, substantivos, porque antes desses termos temos o artigo a e o.

É claro que às vezes o artigo pode vir antes de um adjetivo, verbo ou outra palavra. Nesse caso, ocorre o que nós chamávamos de substantivação, que hoje é conhecido como nominalização.

Traduzindo: é a propriedade que o artigo tem de transformar verbo ou qualquer outra classe de palavra em substantivo. Acompanhe. Relaxa que já estamos terminando. Estou cansado de digitar, só não fique cansado de ler!

Sonhar é verbo. Mas quando escrevo: “O sonhar é necessário”, passa a ser um substantivo, simplesmente porque antes dele eu coloquei um artigo definido.

 

 

 

QUESTÃO 04 – Marque somente a alternativa na qual também ocorre o fenômeno da nominalização.

 

a) Andar faz bem à saúde.

b) Correr faz a pessoa ficar cansada.

c) O andar do Alessandro era triste.

d) Amar faz bem ao coração.

e) Estudar nesse período de pandemia está complicado.

 

 

 

Por hoje é só. Mas, caro estudante, caso queira estudar redação para o ENEM, visite o canal no youtube professor Alessandro de Ipixuna. Encontre aulas de redação e demais assuntos que são cobrados no ENEM. Até a próxima.

Att.

Professor Alessandro Soares da Silva.

 

 

 

 

 

 

 

 



Reportagem

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