terça-feira, 29 de dezembro de 2020

4ª ATIVIDADE REMOTA DE LITERATURA - ENSINO MÉDIO

 

Caro estudante, tudo bem? Espero que sim! Chegamos, embora não seja como eu desejava, na última geração do Romantismo no Brasil, ainda que não dê para aprofundarmos esse assunto hoje. Esse movimento literário tem três gerações: A primeira é a nacionalista, lemos ainda em sala o poema de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, e vimos o eu lírico descrevendo um Brasil perfeito. Além disso, também na primeira geração o índio foi idealizado, descrito como herói, corajoso, um forte.

Na segunda geração, você viu na terceira atividade remota que o tema mudou bastante. Com a leitura do poema “Adeus meus Sonhos”, de Álvares de Azevedo, percebeu a temática de tristeza, melancolia, angústia, de desejo de morte, suicídio – nossa quanta tragédia – o chamado mal do século. Nessa geração, a mulher foi descrita com dualidade: ora vista como anjo, ora como demônio, que suscitava o eu lírico ao desejo da carne. Na visão da mulher idealizada temos o amor platônico, o qual existia apenas na mente do eu lírico, mas não se concretizava.

Na terceira geração há uma mudança drástica na temática. O poeta Castro Alves, que você vai ler um boxe e uns excertos de poema, escreveu textos literários, mesmo sendo românticos, os quais apresentam uma visão mais crítica do Brasil  da época, ou seja, já não há mais uma visão de um Brasil perfeito, e sim de um país que apresentava o problema da escravidão. Por isso, seus textos são denominados de poesia social, pois há preocupação com a realidade a volta dele.

A mulher, nos seus poemas, já não é mais um anjo, é “real”, ou seja, descrita como um ser real, de carne e osso. É o fim do amor platônico da segunda geração e a valorização do amor real, carnal, no qual o eu lírico abraça e beija a sua amada. Agora, deixa eu ver se você está atento, responda as seguintes perguntas:

QUESTÃO 01 – Quantas gerações o Romantismo no Brasil apresenta? Cite o nome de um autor de cada geração.

 

 

 

 

Leia o gênero textual charge a seguir para responder às questões 02 e 03:

 



 

QUESTÃO 02 – Na charge, que elemento dela apresenta a mesma imagem do Brasil descrita na primeira geração do romantismo?

 

 

QUESTÃO 03 – Quais elementos têm imagem do Brasil semelhante à terceira geração romântica brasileira?

 

 

 

 

Leia o boxe e o excerto para responder a última questão.

Castro Alves: duas vertentes marcam suas obras: a poesia social e a poesia lírica. Sua poesia social caracterizava-se pelos temas abolicionistas e de libertação dos povos; incorpora o negro, de forma definitiva, na literatura, apresentando-o como herói e como um ser amoroso, ativo, sofredor, esperançoso, oprimido e lutador. Ao contrário dos outros românticos, sua poesia lírico-amorosa parece resultar em grande parte da experiência real e não apenas da imaginação. São poemas que traduzem esperança, euforia, desespero, saudade, pressentimento da morte, exaltação da natureza e um sensualismo erótico, expresso por palavras recorrentes como seios, cabelos, perfumes, etc.



 

 

 

 

VOZES D’ÁFRICA

Castro Alves

(fragmentos)

 

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?

Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes

Embuçado nos céus?

Há dois mil anos te mandei meu grito,

Que embalde desde então corre o infinito...

Onde estás, Senhor Deus?

Qual Prometeu tu me amarraste um dia

Do deserto na rubra penedia

- Infinito: galé!...

 

Por abutre – me deste o sol candente,

E a terra de Suez – foi a corrente

Que me ligaste ao pé...

(...)

Cristo! Embalde morreste sobre um monte...

Teu sangue não lavou de minha fronte

A mancha original.

Ainda hoje são, por fado adverso,

Meus filhos – alimária do universo,

Eu – pasto universal...

 

Hoje em meu sangue a América se nutre

- Condor que transformara-se em abutre,

Ave da escravidão,

Ela juntou-se às mais... irmã traidora

Qual de José os vis irmãos outrora

Venderam seu irmão.

 

Basta, Senhor! De teu potente braço

Role através dos astros e do espaço

Perdão p’ra os crimes meus!...

Há dois mil anos... eu soluço um grito...

Escuta o brado meu lá no infinito,

Meu Deus! Senhor, meu Deus!!...

 

QUESTÃO 04 – Marque apenas a alternativa correta. O fragmento desse poema de Castro Alves trata

 

a) da religiosidade do povo africano

b) da exploração do território africano

c) da escravidão do povo africano

d) da história do povo africano

 

 

 

 

 

 

 

Por hoje é só!

Até a próxima e não perca a esperança nunca!

Att.,

Professor Alessandro.

 

 

 

3ª ATIVIDADE REMOTA DE LÍNGUA PORTUGUESA ENSINO MÉDIO 3º ANO

 

Leia a resenha crítica a seguir para responder às questões 01, 02, 03 e 04.

 

Autor diz que prevalecem na web linguagem pobre e “recreações

adolescentes”


 

RAQUEL COZER da Folha de S. Paulo

O ataque começa já no título. É a “geração mais estúpida”, anuncia “The Dumbest Generation” (Tarcher, 272 págs.), lançado nos EUA há duas semanas, em referência a quem nasceu em algum momento das últimas três décadas.

A razão para tal epíteto, ainda mais controversa, é explicitada no subtítulo: “Como a era digital embasbaca os jovens americanos e põe em risco nosso futuro. Ou, nunca confie em ninguém com menos de 30”.

Às já bastante vilanizadas telas de TV e de videogames, o autor Mark Bauerlein junta as telas de computadores e de celulares como as responsáveis por jovens “superficiais”, incapazes de lembrar (e de dar importância) a fatos históricos.

“Eles praticamente não leem. Com toda a informação disponível on-line, como nunca antes na história, eles preferem dedicar uma quantidade inacreditável de tempo a vasculhar vidas alheias e a expor as suas próprias em redes de relacionamento como o Facebook e o MySpace”, diz Bauerlein, 49, à Folha, por telefone, de Atlanta, onde dá aulas de inglês na Universidade de Emory.

Bauerlein, ex-diretor de pesquisa e análise da Fundação para as Artes nos EUA, acredita que

o excesso de informações a que as crianças e os adolescentes têm acesso na rede faz com que eles percam a capacidade de diferenciar “o significativo do insignificante” e, com isso, de embasar argumentos.

“Nossa memória cultural está morrendo”, diz o autor. É uma opinião similar à do filósofo italiano

Umberto Eco, que, em entrevista ao jornal espanhol “El País”, afirmou que “a abundância de informações sobre o presente não permite refletir sobre o passado”.

 

“Recreações adolescentes”

 

“The Dumbest Generation” se levanta contra as “vozes pró-tecnologia”, que defendem que a navegação na internet seja benéfica à cognição. “A realidade das práticas na web”, escreve Bauerlein, “é só o que poderíamos esperar: expressões adolescentes e recreações adolescentes”.

O que ele enxerga como uma dificuldade de absorção de informações entre os jovens resultaria, também, da leitura não-linear que os sites estimulam. No livro, Bauerlein fundamenta tal opinião com estudos do instituto de pesquisas Nielsen, segundo os quais os usuários mais “escaneiam” com os olhos, do que, propriamente, leem as páginas à sua frente.

“Além disso, sabe-se que, na internet, quanto mais simples a linguagem, mais os leitores acessam as páginas. O que os jovens leem na rede não lhes acrescenta nada em termos de gramática, nem de capacidade de elaborar textos”, diz.

 

Reações

 

Nos últimos dias, Bauerlein vem passando mais tempo que de costume em frente ao computador, para responder, um por um, aos e-mails “raivosos” que têm abarrotado a caixa de entrada do seu Outlook.

“Li recentemente um artigo no jornal “Boston Globe” sobre seu último livro e escrevo para lhe dizer que você é um imbecil. Você deve saber disso. Ninguém, que escreva um livro inteiro baseado na ideia de que uma geração esteja se tornando idiota por causa da tecnologia, pode

ter noção da realidade.”

A experiência de ignorar os adjetivos e discutir as “questões substantivas” com os alvos de sua tese não tem surtido muito efeito. O autor aprova o debate mesmo assim. “É sinal de que os jovens se importam, de que têm valores a defender.”

O diálogo que a internet permite rendeu também páginas de comentários de leitores em sites como o da revista americana “Newsweek”. No último fim de semana, a publicação esquentou o debate ao lembrar que os mais velhos têm o costume de lamentar a ignorância dos mais novos, ao menos desde os tempos em que, na Grécia Antiga, “os admiradores de Sófocles e Ésquilo questionaram a popularidade de Aristófanes”.

As críticas mais frequentes ao livro de Bauerlein citam os testes de Quociente de Inteligência. Desde o começo século 20, o QI de crianças e adolescentes aumenta a cada geração. O conceito de “estúpido” de Bauerlein, afirma a “Newsweek”, não faz sentido, se forem levados em conta aspectos como a habilidade de pensar criticamente e de fazer analogias.

“Eles [os críticos] não entenderam o ponto central da discussão”, defende-se o autor, renegando o viés anacrônico do debate. “[A discussão] não é sobre as ferramentas da internet em si, mas sobre seu uso. Quando um cientista diz que a tecnologia desafia as mentes e torna as pessoas mais espertas, ele está falando do MySpace? Ele sabe que os adolescentes passam muito mais horas em redes sociais do que estudando?”

Aos detratores, Bauerlein costuma responder com dados oficiais, de órgãos como o Departamento de Educação americano e o Census Bureau.

Em sites, em resposta aos críticos, despeja uma porção de números da realidade norte-americana, às vezes aleatoriamente: uma pesquisa de 2006 contabilizou nove horas semanais de adolescentes conectados a redes sociais; outra constatou que 55% deles dedicam menos de uma hora semanal aos estudos em casa; uma terceira dá conta de que apenas 6% dos estudantes são considerados “muito bem preparados para a escrita”...

Quanto ao “estúpido” do título, esclarece Bauerlein, é pura provocação. “Eu sou professor. Sei

que são discussões como essa que fazem os jovens pensarem...”

 

A respeito da resenha crítica que você acabou de ler, responda:

 

QUESTÃO 01 – Quem é o autor da obra?

QUESTÃO 02 – Quem é o autor da resenha crítica?

QUESTÃO 03 – Raquel Cozer apresenta, em sua resenha crítica, a TESE/POSIÇÃO defendida por Mark Bauerlein em seu livro, seguida de JUSTIFICATIVA. Volte ao texto e complete o quadro abaixo, com os dois componentes básicos da argumentação: TESE e JUSTIFICATIVA.

TESE (ponto de vista: é apenas um) do autor sobre o uso de tecnologias digitais por adolescentes americanos.

Resposta:









JUSTIFICATIVAS (ARGUMENTOS, PELO MENOS DOIS):

 

Respostas:

Argumento 01:

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

Argumento 02:

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

QUESTÃO 04 – Na composição da JUSTIFICATIVA para a defesa de uma TESE/POSIÇÃO, vários tipos de argumentos podem ser utilizados pelo emissor. Confira, no quadro a seguir, alguns tipos de argumentos. Posteriormente, você irá associá-los aos argumentos usados por Bauerlein, na defesa de sua tese sobre o uso de tecnologias digitais por adolescentes americanos.

 

Argumento por citação: faz referência a depoimentos, citações de pessoas respeitadas no assunto, retiradas de outras fontes.

Argumento por comprovação: faz referência a dados estatísticos; percentuais acompanham o argumento.

Argumentação por exemplificação: baseia-se em fatos concretos, não em impressões pessoais.

Retire da resenha um exemplo de cada argumento a seguir:

a) Argumento por citação:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3ª ATIVIDADE REMOTA DE LÍNGUA PORTUGUESA ENSINO MÉDIO 2º ANO

 

Leia a notícia e o boxe a seguir para responder às questões 01, 02, 03 e 04.

 

Doente há 11 anos, jovem diz que seu peso ideal é 41 kg

 

Alex, 27, desenvolveu anorexia na adolescência e sabe que está doente; ele relaciona o transtorno a conflitos familiares


Supervisor de alimentos, o baiano não suporta o cheiro de comida e quer se curar; atualmente, está internado para tratamento em SP

 

DA REPORTAGEM LOCAL

O baiano Alex desenvolveu anorexia durante a adolescência. Apesar de sempre ter sido magro, aos 16 anos passou a restringir os alimentos. Atribui a origem do transtorno alimentar a conflitos familiares.

 

Hoje, aos 27 anos, 46 kg distribuídos em 1m70 de altura, Alex continua insatisfeito com o corpo. “Por mim, o ideal seria estar com 41 kg”, afirma. Ele chegou a pesar 39 kg e ainda assim queria emagrecer mais.

 

Nos últimos meses, o ex-estudante de filosofia passava dias sem comer nada, mesmo sendo supervisor de alimentos em uma lanchonete em São Paulo. Quando conseguia ingerir algo, vomitava.

 

Há quase um mês, após sucessivos desmaios provocados por um quadro grave de desnutrição e com medo de morrer, ele foi internado no Ambulatório do HC de São Paulo. Recebe cinco porções de alimentos por dia, mas precisa ser vigiado para não provocar vômitos. A seguir, trechos da entrevista.

 

(CLÁUDIA COLLUCCI)


Notícias e reportagens costumam apresentar um título seguido de um subtítulo, ou olho da notícia. Há também o lead. Lead é uma palavra de origem inglesa que significa “resumo”. Os leads correspondem ao primeiro parágrafo da notícia. Se prestarmos atenção aos títulos, subtítulos e leads das notícias que aparecem nos jornais podemos tomar conhecimento de grande parte de seu conteúdo antes mesmo de lê-las.

QUESTÃO 01 – A notícia tem como tema

 

A) a disseminação de doenças que só ocorrem em crianças e adolescentes.

B) a denúncia de comida estragada em restaurantes.

C) a doença denominada anorexia.

D) o desinteresse dos jovens pelos estudos.

E) o descaso dos governos com a merenda escolar.

 

QUESTÃO 02 – Retire da notícia o nome e pelo menos três características do doente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUESTÃO 03 – Quando e por que o jovem adquiriu a doença?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUESTÃO 04 – Marque somente a alternativa correta em relação à notícia sobre anorexia.

 

A) A anorexia é uma doença que afeta apenas as mulheres.

B) O texto contém informações sobre o peso e a altura de Alex e reforça o fato de ele ainda se sentir acima do peso ideal.

C) Aos 27 anos, Alex já está curado da anorexia.

D) O desejo de ter um corpo ideal acomete apenas os modelos e jogadores de futebol.

E) A única causa da anorexia é o conflito entre os membros da família.

3ª ATIVIDADE REMOTA DE LITERATURA ENSINO MÉDIO

 

Leia com muita atenção o boxe a seguir e o poema de “Adeus, Meus Sonhos” para responder às questões 01, 02, 03 e 04.

ADEUS, MEUS SONHOS

 

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!

Não levo da existência uma saudade!

E tanta vida que meu peito enchia

Morreu na minha triste mocidade!

 

Misérrimo! Votei meus pobres dias

À sina doida de um amor sem fruto,

E minh‟alma na treva agora dorme

Como um olhar que a morte envolve em luto.

 

 

Que me resta, meu Deus? Morra comigo

A estrela de meus cândidos amores,

Já que não levo no meu peito morto

Um punhado sequer de murchas flores!

 

(Álvares de Azevedo)

 

Vocabulário:

Votar – dedicar, devotar;

Sina – destino, sorte;

Cândido -puro, ingênuo.

2ª GERAÇÃO – Ultrarromântica

 

Características: Individualismo, pessimismo, mal-do-século, morbidez, noturnismo.

 

Temas: a dúvida, o tédio, a orgia, a infância, o medo de amar, o sofrimento.

 

Principal autor:

 

Álvares de Azevedo: Sua obra, influenciada também pela sua personalidade adolescente, revela ambiguidade, indecisão: ora aspira aos amores virginais e idealiza a mulher; ora descreve-a erotizada e degradada. Brumas, visões, sonhos e sentimentalidade cedem lugar muitas vezes ao realismo humorístico, ao cinismo e à irreverência. Revelando uma dúbia inclinação pela mãe e pela irmã, a imagem punitiva da mãe talvez tivesse contribuído para a sua oscilação entre o erotismo e a moralidade.

 

Foi o poeta que mais se deixou contagiar pelo mal-do-século: a temática do tédio e da morte, o ceticismo e o culto do funéreo atravessam todas as suas obras; a angústia, a descrença e o satanismo estão presentes até mesmo no lirismo amoroso, no qual o amor e a felicidade se mostram como coisas inatingíveis.

QUESTÃO 01 – Que palavras e expressões do poema caracterizam o chamado mal-do-século?

 

 

 

 

 


 

QUESTÃO 02 – Identifique a causa principal do desejo de morrer manifestado pelo eu-lírico.

 

 

 

 

 

QUESTÃO 03 – Um dos sonhos do eu-lírico é o da realização amorosa. Entretanto, ao utilizar a metáfora “estrela”, na última estrofe, revela a impossibilidade de realizar o seu sonho. Explique essa afirmação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUESTÃO 04 – Identifique os versos que repetem a ideia do vazio interior que deixa o eu-lírico sem motivações para a vida.

 

 

 

 

 

 


Reportagem

 GÊNERO TEXTUAL REPORTAGEM Olá, eu sou o professor Alessandro. Na aula de hoje vamos abordar o assunto reportagem. Reportagem é um gênero te...