segunda-feira, 17 de agosto de 2020

ARTICULADORES TEXTUAIS E ARGUMENTAÇÃO

 

A produção textual exige que cuidemos da articulação entre orações, períodos, parágrafos e sequências maiores, porque todas essas partes contribuem para que o texto seja compreendido como uma unidade de sentido. As marcas responsáveis pelo encadeamento de segmentos textuais de qualquer extensão são denominadas articuladores textuais, operadores do discurso ou marcadores discursivos.

Com importante papel no estabelecimento da coesão, da orientação argumentativa e da coerência do texto, os articuladores atuam em diferentes níveis:

No da organização global do texto, em que explicitam as articulações das sequências ou partes maiores do texto.

No nível intermediário, em que assinalam os encadeamentos entre parágrafos ou períodos.

No nível microestrutural, em que indicam os encadeamentos entre orações e termos das orações.

 

EXEMPLO 1

Sim, o “Sunday Times” é preferível ao “Sunday Telegrafh” (mesmo com Rod Liddle, que também aparece aos domingos no jornal). Mas a melhor colheita das rotativas britânicas é, sem surpresa, a revista “The Oldie”, dirigida por Alexander Chancellor e só superficialmente vocacionada para a “Terceira Idade”.

Nas páginas da publicidade, lá encontramos casas de repouso; aparelhos auditivos; calçado ortopédico; e, juro, pela minha saúde, o último grito em cadeira de rodas.

Mas depois temos artigos superiormente escritos (e superiormente hilariantes) sobre as pequenas loucuras da vida actual.

AS seções onde aparecem esses textos têm títulos que são todo um programa: “Still wich us” (“ainda com a gente”, retratos biográficos de personalidades que se mantêm vivas); “Living Hell” (“puro inferno”, normalmente devotado à indústria do turismo); e, naturalmente, o heroico “Notes from the Sofa” (notas do sofá”, reflexões sobre tudo o que mexe, o que obviamente exclui o autor das notas).

Para concluir, Mary Kenny responde a pergunta dos leitores, explicando, entre outros mimos, por que motivo a demência não tem que ser o fim do mundo.

Fonte: COUTINHO, João Pereira. Folha de S. Paulo.

 

No texto, “para concluir” sinaliza para o leitor que o texto está chegando a sua etapa final. Daí se tratar de um articulador que atua na organização global do texto.

 

EXEMPLO 2

Na semana passada, o jornalista George Johnson, que escreve ocasionalmente sobre ciência para o “New York Times”, publicou um ensaio em que comparava dois livros relativamente recentes que oferecem pontos de vista opostos à natureza da realidade. Dado que esse é o tema de meu livro mais recente, “A Ilha do Conhecimento”, revejo alguns dos pontos dessas obras, contrastando-os com minha posição.

De um lado, temos o famoso filósofo Thamas Nagel, que argumentou em seu livro de 2012, “Mente e Cosmo”, que o materialismo mais simples, conforme é entendido hoje e usado na formulação das ciências físicas e biológicas, não é capaz de explicar alguns dos fenômenos naturais mais complexos, incluindo a origem e a evolução da vida e a natureza do consciente humano. (...)

De outro, temos o ultraplatonismo do físico Max Tegmark, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que no livro “Nosso Universo Matemático” propõe que a realidade física, o espaço, o tempo, a matéria e a energia, em todas as suas manifestações, originam-se de uma realidade puramente matemática.

Fonte: GLEISER, Marcelo. Folha de S. Paulo. 

No texto, as expressões “de um lado” e “de outro” estabelecem a articulação entre parágrafos chamando a atenção do leitor para o que é colocado em foco num parágrafo (a obra do filósofo Thomas Nagel) e noutro (a obra do físico Max Tegmark), conforme proposta do autor apresentada no início de seu texto.

 

EXEMPLO 3

Deprê na firma

Empresas gastam milhões para entender o que faz seus funcionários felizes e para motivá-los, mas demonização da tristeza talvez não seja saudável, defende novo livro.

Fonte: LACOMBE, Milly. Folha de S. Paulo.

 

No exemplo, as palavras negritadas articulam as orações estabelecendo relações argumentativas de finalidade (para), adição (e) e oposição (mas), respectivamente.

Considerando o quanto esses recursos são importantes na constituição de um texto, da sua argumentação e do seu sentido, estudaremos a partir de agora os articuladores textuais destacando as funções que assumem.


FUNÇÕES DOS ARTICULADORES TEXTUAIS

Os articuladores textuais assumem variadas funções. Eis algumas:

 

situar ou ordenar os estados de coisas de que o enunciado fala no espaço e/ou no tempo;

estabelecer entre os enunciados relação do tipo lógico-semântico (causalidade, condicionalidade, disjunção etc.);

sinalizar relações discursivo-argumentativas;

funcionar como organizadores textuais;

introduzir comentários ora sobre o modo como o enunciado foi formulado (como aquilo que se diz é dito), ora sobre a enunciação (o ato de dizer).

Os articuladores podem ser agrupados de forma diferente de acordo com a função que assumem no texto. É disso que trataremos a seguir.



Articuladores de situação ou ordenação no tempo e/ou espaço

Esses articuladores servem para sinalizar as relações espaciais e temporais a que o enunciado faz referência demarcando, por exemplo, episódios na narrativa (ordenadores temporais) ou segmentos de uma descrição (ordenadores espaciais).

Fazem parte do conjunto de articuladores:

antes, depois, em seguida, a seguir, defronte de, além, mais além, do lado direito, do lado esquerdo, a primeira vez que, a última vez que, muito tempo depois etc.

 

EXEMPLO 1

A primeira vez que ele a encontrou, foi à porta da loja Paula Brito, no Rocio. Estava ali, viu uma mulher bonita, e esperou, já alvoroçado, porque ele tinha em alto grau a paixão das mulheres. Marocas vinha andando, parando e olhando como quem procura alguma casa. Defronte da loja, deteve-se um instante; depois, envergonhada e a medo, estendeu um pedacinho de papel ao Andrade, e perguntou-lhe onde ficava o número ali escrito.

Fonte: ASSIS, Machado de.

 

EXEMPLO 2

O menos comum, porém fatal

“TOCAR E MORDER”

Antes avançar com fúria, o tubarão rodeia a presa. Depois, sinaliza a ação encostando suavemente no corpo de seu alvo. Em seguida, dá o bote, crava as mandíbulas e não solta mais. As vítimas são mergulhadores em águas profundas.

 

Fonte: Veja.

 

ARTICULADORES DE RELAÇÕES LÓGICO-SEMÂNTICAS

Esses articuladores são responsáveis pela relação entre o conteúdo de duas orações. No texto, as relações lógico-semânticas entre orações são estabelecidas por meio de conectores. No conjunto das relações lógico-semânticas, podemos citar:

  

Relação de condicionalidade: pode ser configurada na construção se p então q que expressa conexão de duas orações: uma introduzida pelo conector se (oração antecedente) e outra por então que quase sempre se encontra implícita (oração consequente).

 

Se é o conector condicional típico que geralmente introduz um fato real (real ou hipotético) ou uma premissa a que se associa uma consequência ou inferência. Entre o conteúdo de p e o de q, instaura-se a seguinte relação:

condição para realização – consequência da resolução da condição enunciada

Outros conectivos que assumem valor condicional são:

caso, desde que, contanto que, a menos que, sem que, a não ser que, salvo se

EXEMPLO 1



No anúncio, a condição para realização é

1. Se você está vendo este copo meio vazio

2. Se você está vendo este copo meio cheio

E a consequência da resolução da condição enunciada em ambos os casos é

(Então) economize água

EXEMPLO 2

O MAIS COMUM E MENOS FATAL

“BATER E CORRER”

O tubarão ataca, percebe que a carne humana é menos suculenta do que a de uma tartaruga ou de um golfinho, por exemplo, e vai embora. Caso a mordida não atinja órgãos vitais, a vítima – normalmente banhista ou surfista – sobrevive.

Fonte: Veja.

No texto, a condição é expressa da seguinte forma:

Caso a mordida não atinja órgãos vitais

E a consequência:

(Então) a vítima – normalmente banhista ou surfista – sobrevive

Os exemplos nos dizem que o jogo funciona como se propuséssemos uma questão e obtivéssemos o consentimento no nosso interlocutor para a validade do que é proposto. Em geral, quando antecipamos a oração condicional, indicamos para o nosso interlocutor que se trata de conhecimento partilhado, ou seja, que não se trata de informação nova.

Relação de causalidade é entendida com base na construção p porque q que expressa conexão de duas orações: uma delas encerrando a causa que acarreta a consequência contida na outra. Em outras palavras, a relação de causa refere-se à conexão causa-consequência ou causa-efeito entre dois eventos.

Do ponto de vista do discurso, causa ou efeito não é um valor inerente a um fato na rua relação com o outro, por exemplo:

Ela está com os olhos vermelhos porque chorou bastante.

Mas, sim, uma possibilidade de sentido segundo a necessidade de compreensão do evento a que se faz referência. O emprego do conectivo tem justamente a função de explicitar a relação de causa para orientar a compreensão.

O conector mais usado para indicar a relação de causa é porque. Outros conectores utilizados para expressar relação de causa são:

como, pois, porquanto, já que, uma vez que, dado que, visto que

As orações causais iniciadas com porque geralmente são pospostas, sinalizando para o interlocutor se tratar de uma informação nova.

Quando antepostas, as orações causais exprimem um fato que se pressupõe já conhecido do interlocutor e chama a atenção para isso pela focalização causada pela extraposição, segundo defende Neves (2011).

EXEMPLO 3 


Relação de mediação ou finalidade se exprime por intermédio de duas orações, numa das quais se explicita o meio para atingir um fim expresso na outra. Trata-se de orações que expressam um efeito visado, um propósito, um fim por meio do uso de conectores como

para que, a fim de que

É muito comum a relação de finalidade ser expressa por uma oração encabeçada pela preposição para ou pela locução a fim de, como mostram os exemplos:

Deputados vão ao STF a fim de anular votação de idade penal.

Universitário de Manaus cria site para oferecer experiências como dormir na casa de nativos e pescar em igarapés.

Relação de disjunção ou alternância é expressa através do conectivo ou que associa dois fatos, duas ideias, negando a união deles.

O conector ou pode ser usado:

Com valor exclusivo (= um ou outro, mas não os dois, ou seja, os elementos se excluem).

Ou se tem chuva e não se tem sol,

ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a chuva!

Já reparou a dificuldade feminina para saber o que se pode (ou não) fazer depois de uma determinada idade?

Devo ou não pintar o cabelo? Posso deixar o cabelo comprido? É ridículo ter franja ou fazer rabo de cavalo? Qual é o comprimento adequado da saia? E o tamanho do biquíni?

Com valor inclusivo (= um ou outro, possivelmente ambos, ou seja, os elementos se somam).

Sabe quando duas pessoas estão brigando e aparece alguém no meio para apartar a confusão, pedindo para elas pararem de se agredir e tentando fazer que voltem a ser amigas? Ou quando duas pessoas que falam línguas diferentes não conseguem se entender e, mais uma vez, é preciso que alguém resolva a situação, conversando com cada uma delas em seus próprios idiomas? Pois é

mais ou menos isso que faz um diplomata, só que não entre pessoas, mas entre países.

Fonte: Quando crescer. VÁRIOS AUTORES.

Relação de temporalidade é construída de várias formas podendo indicar simultaneidade, anterioridade, posterioridade, continuidade ou progressão.

a. tempo exato, pontual:

quando, mal, assim que, nem bem, logo que, no momento em que

EXEMPLO

Minha cachorra não suporta não ser o alvo da nossa atenção. Ela detesta quando sentamos para ver televisão, os quatro olhando fixamente para a parede, e não para ela. Como que em protesto, ela senta e nos encara, um a um, fixamente. O jogo é não olhar para ela – porque assim que retribuímos seu olhar, ela traz o brinquedo da vez, rabo abanando, e exige atenção ativamente.

Fonte: HERCULANO-HOUZEL, Suzana. Folha de S. Paulo.

 

b. tempo anterior (antes que)

 

EXEMPLO

 

Antes que se imagine o tubarão à espreita como mera cena de cinema ou praias longínquas, tudo muito distante do Brasil, convém lembrar o passado recente do litoral sul de Pernambuco. O estado contabiliza 56% das histórias de ataque no Brasil. “Pernambuco não tem mais tubarões que outros estados brasileiros. Aqui há uma combinação de muitos fatores que levam ao surto de ataques a partir de 1992”, explica o pesquisador Flávio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Fonte: Veja.  

 

c. tempo posterior (depois que)

 

EXEMPLO

 

Bacon, Calabresa, Costelinha. Qualquer glutão esmorece ao ser informado de que os nomes dos suculentos ingredientes agora batizam criaturas graciosas, carentes.

A domesticação de porcos, que não para de crescer no Brasil, começa a fomentar negócios e a movimentar o mercado de bichos de estimação.

“É o fim da feijoada! Muita gente deixa de comer carne de porco depois que vira dono de porquinho”, anima-se Fabiana Varoni, que há um ano expandiu sua granja no interior de São Paulo para começar a vender os miniporcos, como são chamados os bichos, que podem pesar até 70 quilos quando adultos.

Fonte: CUNHA, Joana. Folha de S. Paulo.

 

d. tempo simultâneo (enquanto)

 

EXEMPLO

 

Enquanto o navio avançava rio acima, o administrador de empresas Carlos Silva, 36, desenhava a bordo do Grand Amazon um modelo de negócio para conter a poluição de suas águas disseminando “privadas secas”. Trata-se de uma tecnologia social de baixo custo, na forma de caixotes de madeira que substituem o vaso convencional.

Fonte: TRINDADE, Eliane. Folha de S. Paulo.

e. tempo progressivo (à medida que, à proporção que etc.)

 

EXEMPLO

 

A ocupação das favelas do Rio pelos traficantes de drogas é um fenômeno particular desta cidade e isso data de muitos anos (...). À medida que o seu poder se consolidava, eles passaram de bandidos a justiceiros, punindo quem se comportava mal e, com isso, evitavam a volta da polícia a seus domínios.

Fonte: GULLAR, Ferreira. Folha de S. Paulo.

 

Relação de conformidade é expressa pela conexão entre duas orações em que se mostra a conformidade de conteúdo de uma com algo afirmado/asseverado na outra. Para a construção da relação de conformidade, podemos recorrer aos conectores:

 

conforme, consoante, segundo, como

 

EXEMPLO



Relação de modo em que expressa numa oração o modo como se realizou ou se realiza o evento ou a ação contida em outra.

 

EXEMPLO

 

A imagem retoma Gilberto Freyre em Casa-Grande&Senzala. À sombra de flamboyats, os meninos, todos negros ou mulatos, puxam cavalos para deleite do “senhozinho”. A sociedade patriarcal brasileira está ali sintetizada sem que ninguém se dê conta. As crianças dos dois lados são exploradas. As do chão doam seu trabalho braçal. As da montaria estão ali para reproduzir a marca registrada da pobreza, caso ainda persista alguma dúvida quanto ao lugar na pirâmide ocupada por cada uma.

Fonte: BRÊTAS, Pollyana. 


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

O QUE É ARGUMENTAR? CONCEITO E ALGUNS OPERADORES ARGUMENTATIVOS

 

Se o uso da linguagem se dá na forma de textos e se os textos são constituídos por sujeitos em interação, seus quereres e saberes, então, argumentar é humano.

Aprendemos a argumentar desde cedo, ainda crianças: quando queremos que nossos pais leiam um livro para nós, uma, duas ou mais vezes; quando não queremos dormir; quando justificamos à professora a tarefa em branco, quando apresentamos razões para nossas escolhas ou comportamentos etc.

O tempo passa, vamos crescendo e continuamos argumentando pela vida adentro e pelo mundo afora. Em entrevistas para conseguir uma bolsa de estudos ou um emprego, em apresentação de seminários na escola, em reuniões de trabalho, em conversas descompromissadas com amigos ou familiares ou em textos escritos que assumem variadas configurações – como nos exemplos que comentaremos mais adiante - , queremos convencer o nosso interlocutor em relação a posições que assumimos e à validade dos argumentos que constituímos para defendê-los.

Charaudeau (2008) nos ensina que argumentar é a atividade discursiva de influenciar o nosso interlocutor por meio de argumentos. A constituição desses argumentos demanda apresentação e organização de ideias, bem como estruturação do raciocínio que será orientado em defesa da tese ou do ponto de vista.

Então, segundo o autor, se o sujeito que argumenta se volta para o interlocutor na tentativa de persuadi-lo a modificar seu comportamento, é necessário que na argumentação exista:

I) uma proposta que provoque em alguém um questionamento, quanto a sua legitimidade;

II) um sujeito que desenvolva um raciocínio para demonstrar a aceitabilidade ou legitimidade quanto a essa proposta;

III) um outro sujeito que se constitua alvo da argumentação. Trata-se da pessoa a quem se dirige o sujeito que argumenta, na esperança de conduzi-la a compartilhar da mesma convicção, sabendo que ela pode aceitar (ficar a favor) ou refutar (ficar contra) a argumentação.

Argumentação, portanto, é o resultado textual de uma combinação entre diferentes componentes, que exige do sujeito que argumenta construir, de um ponto de vista racional, uma explicação, recorrendo a experiências individuais e sociais, num quadro espacial e temporal de uma situação com finalidade persuasiva.

 Exemplo 1

“Este é um livro extraordinário e imprescindível. Extraordinário, porque poucas vezes temos o privilégio de ler ou compartilhar com nossos filhos uma obra agradável, educativa, divertida e capaz de nos levar a refletir e a nos emocionar, além de provocar um diálogo sadio. Imprescindível, porque com ele temos a oportunidade de usufruir de um encontro entre pais e filhos provocado pela filosofia, pela ciência e pela cultura. Com ele, nossos filhos se divertem e aprendem e, ao mesmo tempo, nós também. Sei muito bem do que estou falando...porque ele passou a ser um dos livros favoritos de meus filhos!”

Fonte: CELMA, Alex Rovira.  

 

O texto é constituído da quarta capa do livro Sem medo de pensar: breve passeio pela história das ideias, das autoras Denise Despeyroux e Francesc Miralles. Na primeira linha do texto, lemos que o livro é extraordinário e imprescindível. A afirmação funciona como um gatilho para a explicação que vem logo em seguida.

É extraordinário, por quê?

“Extraordinário, porque poucas vezes temos o privilégio de ler ou compartilhar com nossos filhos uma obra agradável, educativa, divertida e capaz de nos levar refletir e a nos emocionar, além de provocar um diálogo sadio.”

É imprescindível, por quê?

“Imprescindível, porque com ele temos a oportunidade de usufruir de um encontro entre pais e filhos provocado pela filosofia, pela ciência e pela cultura. Com ele, nossos filhos se divertem e aprendem e, ao mesmo tempo, nós também. Sei muito bem do que estou falando...porque ele passou a ser um dos livros favoritos de meus filhos!”

A resposta a essas perguntas orienta a organização e a progressão do texto, tendo em vista o seu propósito comunicativo: convencer o leitor de que pelas razões apresentadas o livro merece ser adquirido e lido.

Na construção desse procedimento argumentativo, observamos uma relação entre os argumentos e a conclusão: se o livro é extraordinário e imprescindível, então, precisamos lê-lo. Nesse sentido, destaca-se no texto o papel de alguns elementos linguísticos que orientam os enunciados para determinadas conclusões, razão pela qual são denominados operadores ou marcadores argumentativos, bem como contribuem para a coesão e coerência do texto. Vejamos alguns desses marcadores:

Porque – introduz uma explicação ou justificativa em relação ao enunciado anterior, como aparece nos segmentos textuais:

“Extraordinário, porque poucas vezes temos o privilégio de ler”;

“Imprescindível, porque com ele temos a oportunidade de usufruir de um”;

“Sei muito bem do que estou falando...porque ele passou a ser um dos livros favoritos de meus filhos!”

 

Ou – que aponta para relação de disjunção ou alternância com valor inclusivo (os elementos se somam), como no enunciado:

“poucas vezes temos o privilégio e ler ou compartilhar com nossos filhos”

 

e. além de – que somam argumentos a favor de uma mesma conclusão, como notamos em:

“(obra) capaz de nos levar a refletir e a nos emocionar, além de provocar um diálogo sadio.”

“Com ele, nossos filhos se divertem e aprendem (...).”

 

Exemplo 2

Este é o pior anúncio da história da Almap BBDO: José Luiz Madeira e Marcelo SERPA ESTÃO deixando a AGÊNCIA. Aliás, é o PRIMEIRO anúncio da Almap BBDO que não tivemos que submeter aos dois. AINDA Bem. Eles CERTAMENTE TERIAM REPROVADO. Por VÁRIAS razões.

Primeiro, porque este anúncio é um paradoxo. Ele é dedicado a quem nos ensinou a TRABALHAR com alegria e está sendo concebido com um bocado de TRISTEZA. Segundo, porque vamos falar descaradamente bem dessas duas lendas da publicidade. E eles jamais aceitariam isso.

Fonte: Anúncio AlmapBBDO. Folha de São Paulo. Mundo, 31 ago. 2015, A13.

 

O exemplo é um anúncio produzido como forma de reconhecimento, gratidão e homenagem a duas lendas da publicidade. Como indicado na primeira linha, começa a expressão de uma opinião:

“Este é o pior anúncio da história da AlmapBBDO:”

 

seguida de argumentos para sustentá-la:

 

“José Luiz Madeira e Marcello Serpa estão deixando a agência. Aliás, é o primeiro anúncio da AlmapBBDO que não tivemos que submeter aos dois. Ainda bem.”

 

No segmento textual, facilmente inserimos que, após os dois pontos, segue uma explicação para o que se afirmou antes.

Na sequência, é acrescentado mais um argumento de maneira sub-reptícia, como se não fosse necessário, mas que, na verdade, assume importante valor na condução argumentativa. Esse argumento foi introduzido por aliás.

Na progressão do texto, outro argumento é construído, mas, dessa vez, para explicar o comentário “Ainda bem”.

 

“Eles certamente teriam reprovado. Por várias razões.”

 

Pressupomos entre os enunciados “Ainda bem” e “Eles certamente teriam reprovado” uma explicação/justificativa, que poderia ser explicitada pelo operador argumentativo porque ou similar.

Também no trecho chama a atenção o uso de “certamente”, um articulador textual que imprime grau de certeza ao que foi dito, funcionando como um modalizador.

No segmento textual:

 

“Primeiro, porque este anúncio é um paradoxo. Ele é dedicado a quem nos ensinou a trabalhar com alegria e está sendo concebido com um bocado de tristeza. Segundo, porque vamos falar descaradamente bem dessas duas lendas da publicidade. E eles jamais aceitariam isso.”

 

São apresentadas duas razões pelas quais as duas lendas da publicidade, se consultadas, reprovariam o anúncio: 1) porque o anúncio é um paradoxo; 2) porque os homenageados não aceitariam a homenagem.

A ordenação desses argumentos é feita por meio de articuladores que servem para organizar o texto em uma sucessão de fragmentos que se complementam e orientam a interpretação.

Esses elementos linguísticos que destacamos contribuem para a argumentação, visto que orientam a conclusão e a organização do texto, assumindo função relevante no estabelecimento da coesão e da coerência.

Como ser dotado de razão e de vontade, o homem constantemente avalia, julga, critica, isto é, forma juízos de valor. E, por meio do que diz (na fala ou na escrita), tenta influir sobre o comportamento do outro ou fazer com que o outro compartilhe de suas opiniões. Por essa razão, o ato de argumentar, isto é, de orientar o que se diz para determinadas conclusões, constitui o ato linguístico fundamental. 





Fonte: Escrever e argumentar. Koch e Elias. 

 

terça-feira, 14 de julho de 2020

QUESTIONÁRIO DE LÍNGUA PORTUGUESA II – DIAGNÓSTICO DE APRENDIZAGEM - 3º ANO

Nesse período em que estamos vivendo, eu espero que esteja tudo bem com você, prezados aluno e aluna. É difícil mensurar os impactos que a pandemia pela qual estamos passando vai deixar em nós, em todos os aspectos. Sendo assim, nessa primeira atividade remota de redação, convido você a escrever um texto de opinião, no qual a intenção é ouvi-lo e conhecer o seu comportamento diante do cenário atual. Professor, é para fazer uma dissertação-argumentativa? Ainda não! É um texto de opinião, ou seja, você pode começar com “eu acho”, “na minha opinião” e outras expressões de marcas de opinião. Peço que faça uma revisão, dê uma trabalhada na escrita e seja sincero (a). O texto será lido apenas por mim e mais ninguém. Sem mais, escreva um texto observando os seguintes critérios:

1 – Texto de opinião de natureza argumentativa;

2 – Deverá ter pelo menos dois parágrafos de no mínimo 5 e máximo 7 linhas cada;

3 – Em cada parágrafo será feita uma abordagem: no primeiro você escreverá sobre você: o que está fazendo para superar esse momento de isolamento social. No segundo, expresse sua opinião sobre o que é possível fazer para superarmos esse momento de isolamento social.

4 – Inspire-se, respire fundo e escreva. Espero que em tão logo tempo voltemos à vida normal!  


QUESTIONÁRIO DE LITERATURA – DIAGNÓSTICO DE APRENDIZAGEM - 2º ANO

 

Leia o poema “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, para responder às questões 01, 02 e 03:

 

Conheces o país onde florescem as laranjeiras?

Ardem na escura fronde os frutos de ouro...

Conhecê-lo? – Para lá, para lá, quisera eu ir.

Goethe (*)

 

CANÇÃO DO EXÍLIO


"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem que ainda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

(Gonçalves Dias)

Coimbra, julho de 1843.

Cismar: pensar com insistência.

Primor: beleza, encanto.

 

(*) A epígrafe desse poema – traduzida por Manuel Bandeira – foi retirada da balada “Mignon”, do alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832), um dos maiores representantes do Romantismo europeu.

 

 

QUESTÃO 01 – Marque somente a alternativa em que a informação não está relacionada ao poema:

 

A) Uso da palavra mais para intensificar as características positivas da pátria, em comparação com a terra estrangeira.

B) Idealização do Brasil por alguém que se encontra exilado em outro país.

C) Presença de ironia ao se referir à terra estrangeira.

D) Patriotismo e valorização da flora e da fauna brasileiras.

E) Expressão de nostalgia, de orgulho e de medo de não retornar à pátria.

 

QUESTÃO 02 – No poema de Gonçalves Dias, o exílio é voluntário ou político? Explique com citação de pelo menos um verso (uma linha) do poema.





QUESTÃO 03 – No Brasil, a primeira geração romântica tomou impulso pela independência do Brasil, em 1822. Por isso, Gonçalves Dias, ao tratar do Brasil no poema canção do exílio, o faz de maneira idealizada, sem levar em consideração os problemas sociais pelos quais o país perpassava. Essa visão idealizada da pátria também pode ser encontrada em textos contemporâneos. Nesse sentido, marque somente a alternativa na qual o gênero textual apresenta uma imagem idealizada do Brasil.

 

A) 















B) 
Brasil!

Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos

O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
Ó Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor

C) O governo brasileiro vem dando a crise como superada no Brasil. No entanto, todas as mazelas decorrentes do capitalismo no país - miséria, desnutrição, analfabetismo, falta de moradia e de saúde pública, concentração fundiária - seguem de vento em popa e mesmo os efeitos desta última manifestação da crise estrutural capitalista podem não estar de todo mitigados, uma vez que ela não foi precipitada aqui e o país pode sofrer com uma possível nova manifestação, em ondas, da mesma.


D) O Brasil tem muitos problemas além da pandemia, a começar pela corrupção sistêmica que afeta todas as instituições sociais.


E)


 






















QUESTÃO 04 – Além da visão perfeita do Brasil, os românticos da primeira geração também idealizaram o índio, transformando-o em um herói nacional, forte, nobre, corajoso em que o único medo que possui é fugir da morte. Leia o poema a seguir e, em seguida, retire pelo menos dois versos os quais comprovem essa visão romântica sobre o indígena brasileiro.

I

Não chores, meu filho;   
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.

 

II

Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.


III
O forte, o cobarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!

 

IV
Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!


V
E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.

 

VI
Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D'imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d'ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.


QUESTIONÁRIO DE LÍNGUA PORTUGUESA – DIAGNÓSTICO DE APRENDIZAGEM - 3ºANO

 Leia com muita atenção o texto a seguir para responder às questões 01 e 02:

 

Para todos os garotos que já amei – Jenny Han



Não faço a mínima ideia do motivo, mas eu sou apaixonado por livros que se passam no universo adolescente, primeiros amores, o ambiente escolar… e nessa semana, enfim, li o primeiro livro da Série Lara Jean, escrito pela autora Jenny Han, lançado aqui no Brasil em 2015, pela Editora Intrínseca. Jenny Han foi uma das queridinhas do público na Bienal do Rio 2017 e meu desejo de ler essa série ficou incontrolável depois da Bienal.

Lara Jean é uma jovem romântica, que se apaixonou algumas vezes e, em nenhuma delas, teve seu amor correspondido. Para se livrar desse sentimento a jovem decide escrever cartas a seus amores expondo tudo o que sentiu e, obviamente, as mágoas com a rejeição que acabou sofrendo. Porém essas cartas nunca são enviadas… ou melhor, não eram para ser enviadas. Até que um dia, misteriosamente, as cartas chegam a cada um dos seus destinatários, resultando numa grande confusão.

O livro tem todos os ingredientes para ser mais um clichê adolescente, mas a autora faz um duplo twist carpado já nas primeiras páginas de sua história e nos transporta para um universo muito mais profundo. É impossível não se apaixonar pelos personagens, devido a forma como foram construídos… Lara e suas irmãs, o pai, os amores dela… todos tem uma ligação tão forte e um papel tão importante que é como se nós fizéssemos parte daquele círculo.

Após o trágico envio das cartas de Lara Jean, ela precisa se preocupar com duas delas: a primeira enviada ao ex-namorado (Josh) da irmã mais velha, que foi estudar na Escócia, e a segunda enviada ao aluno mais popular da escola, Peter. Para resolver o problema da primeira, a jovem emenda um namoro falso com Peter que deseja fazer ciúmes em sua ex. Nesse ambiente vemos um casal com personalidades totalmente opostas: ela uma menina reservada, quase invisível aos olhos dos outros e ele, um garoto popular, acostumado a viver sob os holofotes do time de Lacrosse.

Apesar do fundo romântico, acho que o ponto chave da história, é a forma como a autora apresenta a relação com a família da protagonista. Com a partida da irmã mais velha, Lara Jean, precisa ocupar um espaço que antes não era dela e nesse ponto vamos acompanhando, através do medo e da insegurança, o amadurecimento de Lara com o desenrolar dos fatos.

Jenny Han é sensível, cuidadosa e nos apresenta a personagens extremamente envolventes e cativantes. Em tempos tão vazios de amor, cumplicidade e respeito, a autora nos entrega uma história de amor poderosa, mas vai além, nos mostrando a importância da família e de cada momento que vivemos. Entendemos que fatos inesperados nada mais são do que o próprio destino escrito.

Se você ainda não leu Para todos os garotos que já amei, corre para a livraria mais perto e vem se apaixonar por essa história, vale muito a pena! Nos próximos dias vou resenhar os volumes 2 e 3 da série. Fiquem ligados aqui no Leitor Compulsivo! 😉

Fonte: leitorcumpulsivo.com.br

QUESTÃO 01 – Marque somente a afirmação verdadeira a respeito do texto acima:


I – O texto é um exemplo de resenha descritiva, pois limita-se apenas à descrição dos personagens e ambientes contidos no livro em análise;

II – Trata-se de uma resenha crítica, pois além de descrever, o autor também opina sobre o livro lido;


QUESTÃO 02 – Destaque da resenha pelo menos dois trechos (frase, oração ou período) nos quais é explícita a opinião do autor sobre o livro lido por ele.



Texto para questão 03

Em tempo de pandemia de corona vírus o mundo real se vê cada vez mais conectado com o mundo virtual e nesse aspecto o uso da tecnologia com criatividade revela-se estratégica. Crianças estão entre os que mais absorvem e reproduzem as novidades do mundo virtual, e se inserem assim com facilidade nesse âmbito de informação e comunicação digital. Dessa forma, unir crianças por meio do EAD (Ensino a distância), pode ser uma estratégia brilhante em tempos de pandemia que demandam isolamento social.

Fonte: Fábio Ferreira – Gestor de TI. Disponível em: https://www.casadurvalpaiva.org.br/artigos/422/coronavirus-tecnologia-no-combate-a-pandemia

 

QUESTÃO 03 – O fragmento de texto acima demonstra a importância da ciência e da tecnologia no recente século. Entretanto, já no século XX, havia uma vanguarda europeia em que seus defensores, entre outras ideologias, glorificavam a tecnologia, a ciência, a violência, bem como condenavam qualquer elemento que remetia ao passado, como obras de artes ou mesmo o museu. A vanguarda referida é denominada de

A) Dadaísmo;

B) Cubismo;

C) Futurismo;

D) Surrealismo;

E) Expressionismo.   


Textos para a questão 04

(A roda de bicicleta, Duchamp, 1913)


TRAGÉDIA BRASILEIRA (Manuel Bandeira)


Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade,
Conheceu Maria Elvira na Lapa, - prostituída, com sífilis, dermite nos dedos,
uma aliança empenhada e o dentes em petição de miséria.
Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou
médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.
Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato,
Inválidos...
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de
inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em
decúbito dorsal, vestida de organdi azul.


QUESTÃO 04 – Marque somente a alternativa correta. Os dois textos, apesar de serem gêneros textuais diferentes (uma pintura e um poema), bem como do fato de estarem distante no tempo, apresentam, todavia, algo em comum: a manifestação de uma visão moderna de arte. Nesse sentido, a pintura de Duchamp e os ideais do movimento dadaísta influenciaram a obra de arte. Assim, é possível encontrar tanto na pintura quanto no poema a característica da arte moderna que se refere à (ao)

A) utilização de personagens e coisas raras da nobreza ou mesmo da mitologia grega;

B) emprego de objetos e personagens do cotidiano;

C) denúncia da corrupção em toda esfera social explícita apenas na pintura de Duchamp;

D) despreocupação do artista com os problemas da sociedade, como no poema de Bandeira;

E) apresentação de um país mais idealizado, tanto a França quanto o Brasil.

 

 

 

 

 













Reportagem

 GÊNERO TEXTUAL REPORTAGEM Olá, eu sou o professor Alessandro. Na aula de hoje vamos abordar o assunto reportagem. Reportagem é um gênero te...