domingo, 3 de dezembro de 2017

PROCESSOS DE COESÃO TEXTUAL


Processos de Coesão Textual
Coesão referencial
Você já sabe que um texto adequado compreensível é aquele que tem, entre outros fatores:
COERÊNCIA – SENTIDO LÓGICO;
COESÃO – ENCADEAMENTO (CONEXÃO)
Agora, vamos estudar mais a fundo os mecanismos que garantem coesão textual. Inicialmente, é importante entender que a coesão textual ocorre em vários níveis:
Coesão entre:
Palavras – orações – períodos – parágrafos – o texto e o contexto
RESUMINDO:
Mecanismos de coesão

REFERENCIAL
1. Substituição
1.1. Anáfora
1.2. Catáfora
1.3. Elipse
2. Reiteração
2.1. Sinônimos
2.2. Hiperônimos
2.3. Nomes genéricos
2.4. Expressões nominais definidas
2.5. Repetição.
RECORRENCIAL

1. Retomada de termos
2. Paralelismo

SEQUENCIAL

1. Correlação dos tempos verbais
2. Conexão entre orações
3. Conexões entre períodos e entre parágrafos

COESÃO REFERENCIAL

A coesão referencial ocorre quando um elemento do texto refere-se a outro, substituindo-o.
Pode ser construída:
1. por substituição (colocação de palavra ou de expressão no lugar de outra, já citada ou ainda por citar), sendo:
Anáfora, quando o item substituído já foi citado.
Outro aspecto de suma relevância para essa mudança foi a definição de limites extremamente baixos para o nível de álcool no sangue, próximos de zero. Isso fez com que acabasse a crença de que um copo não causa qualquer diferença nos reflexos e nas reações do indivíduo e que, portanto, não haveria problema em consumir doses pequenas.
Isso: definição de limites extremamente baixos para o nível de álcool no sangue.
Catáfora, quando a substituição é feita antecipadamente.
Acabou a crença de que um copo não causa qualquer diferença nos reflexos e nas reações do indivíduo graças a isto: a definição de limites extremamente baixos para o nível de álcool no sangue, próximos de zero.
Elipse, quando um item já citado é omitido.
João Cabral escreveu Morte e vida severina e (João Cabral) ficou conhecido, principalmente, por esse livro.

2. por reiteração (repetição ou recorrência de palavras ou expressões que têm a mesma referência), utilizando:
Sinônimos, ou seja, palavras ou expressões de sentido semelhante:
É só chegar em uma maternidade para se deparar com dezenas de visitas ansiosas para cheirar os mais novos humanos. Não é só tradição, tipo nunca admitir que um bebê é feio: o cheiro de um recém-nascido existe e seu encanto já foi comprovado cientificamente.
Hiperônimos, ou seja, palavras ou expressões de significado mais abrangente:
Os livros desse autor são garantia de qualidade, são obras de um mestre.
Nomes genéricos, ou seja, palavras ou expressões generalizantes, como fato, acontecimento, ideia, tese, coisa, pessoa etc.:
Os temas de João Cabral são geralmente a seca e a metalinguagem, fato conhecido por quem já leu seus livros.
Expressões nominais definidas, ou seja, palavras ou expressões de natureza diferente e que dependem do nosso conhecimento de mundo para serem entendidas:
Vinícius de Moraes também foi um grande escritor brasileiro; além de escrever poemas, o Poetinha também se dedicou à música popular.
Repetições:
Se reatando, de um para outro poço,
Em frases curtas, então frase e frase,

COESÃO RECORRENCIAL

A coesão recorrencial ocorre quando a retomada de uma palavra ou expressão tem como objetivo a progressão do texto, introduzindo uma informação nova. Pode acontecer:
1. pela retomada de termos, com a finalidade de enfatizar, intensificar uma ideia.
Tudo carrega o seu caruncho.
Tudo: desde o vivo ao defunto.
Da embaúba das capoeiras
À economia canavieira.
2. por paralelismo, com a finalidade de modificar o sentido inicial.
Por um lado, eu concordo com a atitude dela, por outro, fico preocupada com as consequências.

COESÃO SEQUENCIAL

A coesão sequencial ocorre quando se busca promover a progressão do texto, sem a retomada de palavras ou expressões. Pode ser construída:
1. pela correlação de tempos verbais, organizando as relações temporais e factuais do texto.
Espero que você goste desse livro.
2. pela conexão entre orações, explicitando-se a interdependência semântica entre elas por meio de relações de causa, consequência, finalidade, adição, etc.
Se vocês continuarem estudando, suas aprovações serão consolidadas.
Se:(relação de condição)
Estude bastante e não desista.
e: (relação de adição)

3. pela conexão entre períodos e entre parágrafos, estabelecida com o uso de operadores argumentativos como em síntese, dessa forma, em contrapartida, concluindo etc.
As boas bibliotecas possuem em seu acervo livros representativos da literatura brasileira. Dessa forma, os leitores têm a oportunidade de conhecer nossos grandes autores.

É importante saber:
1. Além dos pronomes e das conjunções, outras classes de palavras podem ser usadas como mecanismos de coesão.
Fui ontem à inauguração de uma livraria. Lá encontrei vários conhecidos.
Lá: advérbio
Guimarães Rosa e Drummond são grandes escritores, ambos mineiros.
Ambos: numeral
2. Em alguns processos de referenciação textual, o referente não está no texto, e sim no contexto, na situação de interlocução. Compare.
Já lhe falei quanto eu gosto dela, da obra de Drummond

Processo endofórico (referente está dentro do texto)
Na próxima aula estarei aqui novamente.

Processo exofórico (referente está fora do texto, reconhecido apenas no contexto da enunciação)

3. Nos casos de coesão referencial, deve-se levar em conta que o termo mais geral (hiperônimo) sempre vai apontar para o mais específico (hipônimo).
A tecnologia vem mudando a vida das pessoas. O celular, por exemplo, já deixou de ser um mero objeto e passou a ser para algumas pessoas o irmão mais próximo, a namorada, a esposa, etc.
Tecnologia: hiperônimo;
Celular: hipônimo.
Até aqui nós vimos uma noção de todos os tipos de processo de coesão textual, a partir de agora, vamos detalhar os elementos coesivos solicitados pelo edital do concurso!

Coesão e (algumas) classes de palavras
O artigo especifica o substantivo, mostrando-o de maneira particularizada ou genérica. É uma palavra variável, que se antepõe ao substantivo e concorda com ele em gênero e número.
Os artigos podem se combinar com preposições. Observe:
Preposição
(+) Artigos
Formas resultantes
a
o, a, os, as
ao, à, aos, às
de
o, a, os, as, um, uma, uns, umas
do, da, dos, das, dum, duma, duns, dumas
em
o, a, os, as, um, uma, uns, umas
no, na, nos, nas, num, numa, nuns, numas
por
o, a, os, as
pelo, pela, pelos, pelas
Importante: A fusão da preposição a com os artigos a ou as resulta no encontro de dois fonemas iguais, que se pronunciam como um só. Essa fusão é chamada de crase e é indicada, na língua portuguesa, pelo acento grave (`). Compare:
Entregou a receita ao farmacêutico.

preposição       artigo
combinação de a + o

Entregou a receita à farmacêutica.
preposição + artigo (crase)
fusão de a+a

O numeral indica uma quantidade numérica precisa ou a posição de algo em uma sequência. Pode acompanhar o substantivo, funcionando como termo determinante, ou atuar como núcleo do sintagma nominal. Alguns numerais são variáveis em gênero e número. As palavras dos numerais dividem-se em quatro grupos:
Numeral cardinal: expressa quantidade numérica inteira. Exemplos: um, dois, vinte, novecentos, dez mil, um bilhão.
Numeral ordinal: indica ordem em uma sequência. Veja: primeiro, segundo, vigésimo, milionésimo, quinto.
Numeral multiplicativo: denota quantidade múltipla. Observe: duplo, dobro, triplo.
Numeral fracionário: expressa quantidade fracionária. Exemplos: meio, um terço, vinte avos, dez milésimos.
Os numerais e a coesão textual
Fernando e um gari resolveram almoçar na churrascaria Só o Filé. Ambos se tornaram invisíveis.
Primeiro, os alunos precisam ler com muita atenção a prova. Segundo, necessitam interpretar bem o comando de cada questão. Por fim, marcar as alternativas corretas.

Pronome: é uma palavra cuja principal função é indicar as pessoas do discurso e relacionar a elas os seres e objetos a que se referem, os quais são representados pelo substantivo. Seu sentido é dado pela situação discursiva ou pelo contexto. Pode atuar como núcleo do sintagma, assumindo o papel de substantivo (pronome substantivo), ou como termo determinante, acompanhando o substantivo (pronome adjetivo). Alguns tipos de pronomes são invariáveis; outros podem se flexionar em gênero, número e pessoa.
Os pronomes atuam como valiosos recursos de coesão, promovendo a anáfora (retomada de referentes) e a catáfora (antecipação de referentes).
Eu não procuro comida. Ela vem até mim.
Ele me disse isto: - pare de chorar!




1- Pronome Pessoal: indica diretamente uma pessoa do discurso. Pronome pessoal reto tem a função de sujeito. Pronome pessoal oblíquo tem a função de complemento.



2-Pronome de tratamento: consiste numa subclasse dos pronomes pessoais e se prestam a designações cerimoniosas.















3-Pronome demonstrativo: indica a proximidade do referente em relação às pessoas do discurso. Também podem indicar localização no espaço e no tempo.


4-Pronome possessivo: estabelece uma relação de posse.


















5-Pronome indefinido: classe gramatical que substitui ou acompanha o substantivo para atribuir a ele um sentido vago, impreciso. Esse pronome expressa uma quantificação, mas, ao contrário do numeral, não oferece uma informação exata.

5-Pronome interrogativo: é empregado para formular perguntas diretas ou indiretas, indicando o elemento sobre o qual se deseja saber algo. Os pronomes interrogativos são quem, (o) que, qual e quanto. Apenas os dois últimos flexionam-se em número, e só o último admite flexão de gênero.


6-Pronome relativo: é empregado para articular dois enunciados, retomando um elemento antecedente.
Pronome relativo
Caraterísticas
Exemplos
Que
Retoma substantivos que designam pessoas, objetos, lugares e períodos de tempo.
Esse é o professor que mais admiro.
Sorvete é o doce de que mais gosto.
O qual (e flexões)
Tem a mesma função de que, mas é usado, em geral, para evitar ambiguidades.
Falei com a secretária do vereador, a qual foi muito eficiente.
Quem
Retoma substantivos que se referem a pessoas; é antecedido por preposição.
Ali está o professor de quem falei.
Onde
Retoma substantivos que se referem a lugares.
Já saiu do prédio onde estão os laboratórios.
Cujo (e flexões)
Retoma substantivos relativos a pessoas ou objetos, estabelecendo relação de posse.
Eis a criança cujos pais morreram.
Devolvi o livro cuja capa é azul.
Quanto (e flexões)
Forma as locuções tudo quanto, todo (s) quanto (s) e toda (s) quanta (s).
Tudo quanto disse era verdade. Todas quantas vierem serão aceitas e bem tratadas.
Quando
Retoma um substantivo para caracterizar a noção de tempo.
Isso ocorreu no Renascimento, quando se adotou o racionalismo.
Como
Retoma um substantivo para especificar uma ideia de modo.
Não gostei do modo como ele falou com minha sobrinha.


Coesão por conjunção: Esse tipo de coesão possibilita relações entre os termos do texto através do emprego adequado de conjunções:
Conjunção é uma palavra invariável, responsável por conectar termos ou orações estabelecendo relações de dependência entre eles ou mantendo a autonomia das partes. Quando formada por mais de uma palavra, é chamada de locução conjuntiva.
A conexão que não estabelece dependência é chamada de coordenação.
A conexão que estabelece dependência é denominada de subordinação.
As palavras de uma frase não estão dispostas em uma determinada sequência por acaso. A gramática possui uma área que estuda especificamente essa sequência, a relação e a ordem das palavras em um discurso: A sintaxe.
Em uma análise sintática podemos ter:
FRASE: É um conjunto de palavras reunidas que transmite uma ideia completa, dá-se entre uma letra maiúscula e o primeiro ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação ou reticências. A presença de um verbo não é obrigatória.
Exemplo:
- Silêncio!
“O menino superou a fase um basicamente apenas com seu cérebro.”
ORAÇÃO: É o enunciado que se organiza em torno de um verbo ou locução verbal.
Exemplo: Ajude-me
                (verbo)
                       (locução verbal)
Este avanço irá permitir o desenvolvimento de outros dispositivos médicos.
PERÍODO: É a frase organizada com uma ou mais orações.
Exemplo: O senhor é meu pastor.
(Período simples – apenas uma oração)
O senhor é o meu pastor, nada me faltará.
(Período composto – mais de uma oração)

PERÍODO COMPOSTO
Período Composto por Coordenação – quando as orações que constituem têm sentido por si mesmas, são sintaticamente independentes umas das outras e estabelecem entre si apenas uma sucessão de ideias.
Exemplo: Recebeu o salário, visitou algumas lojas e trouxe um belo presente para a noiva.
Vi, vim e venci.
Período Composto por subordinação – quando há entre as orações que o constitui uma relação de dependência da subordinada à principal.
Exemplo: Confesso que não sei a resposta.
O dia raiava quando lhe vieram bater à porta.
ORAÇÕES COORDENADAS
As orações coordenadas podem ser:
Assindéticas – quando não vêm introduzidas por conjunção.  Exemplo: Levantou-se, foi até a janela, tornou a sentar.
Sindéticas – quando vêm introduzidas por conjunção:  Exemplo: Recebeu a notícia e deu pulos de satisfação.
ORAÇÕES COODENADAS SINDÉTICAS:
Coordenada sindética aditiva – Expressa uma ideia de adição, de soma. É introduzida pelas conjunções aditivas e, nem, não só..., mas também, etc.
Exemplo: Vamos ouvir música e comer uma pizza.
Coordenada sindética adversativa – Expressa uma ideia de oposição ou de contraste. É introduzida pelas conjunções adversativas mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, etc.
Exemplo: Meu coração pergunta, porém meus olhos não respondem.
Coordenada sindética alternativa – Expressa uma ideia de exclusão, de alternância. É introduzida pelas conjunções alternativas ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, etc.
Exemplo: Vamos fazer um poema ou qualquer outra besteira.
Coordenada sindética conclusiva – Exprime conclusão. É introduzida pelas conjunções conclusivas logo, pois, portanto, por conseguinte, etc.
Exemplo: ela o trata com carinho, logo gosta dele.
Coordenada sindética explicativa – Explica a ideia contida na oração anterior, dando um motivo. É introduzida pelas conjunções explicativas pois, porque, portanto, que, etc.
Exemplo: Traga o jornal, pois quero ler as notícias.
Classifique as orações coordenadas em destaque dos seguintes períodos:
a) Abriu a porta e disse adeus.
b) Alegra-te, que estou aqui.
c) Meus atiradores não fumam nem bebem.
d) Mudou o Natal ou mudei eu?
e) Os caminhoneiros estão em greve, portanto faltarão alimentos.
ORAÇÕES SUBORDINADAS
Vimos que o período composto por subordinação é constituído por duas ou mais orações: uma principal e as demais subordinadas:
Exemplo:
E nada é mais triste do que engenho de fogo morto.
Oração Principal          Oração subordinada
As orações subordinadas podem ser:
Substantivas – desempenham funções comparáveis às exercidas por substantivos.

Adjetivas – desempenham funções comparáveis às exercidas por adjetivos.
Adverbiais – desempenham funções comparáveis às exercidas por advérbios
Por enquanto, precisamos detalhar as adverbiais.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
As orações subordinadas adverbiais apresentam as seguintes características:
 Têm valor de adjunto adnominal;
 Ligam-se ao verbo da oração principal;
 São introduzidas por conjunções subordinativas (com exclusão das integrantes)

CLASSIFICAÇÃO:

Subordinada adverbial causal:
Indica a causa ou motivo do que está expresso no verbo da oração principal. As principais conjunções denotadoras da causa são: porque, pois, como, porquanto, visto que, uma vez que etc.
Ex: Como não havia vacinas, muitos pegaram a doença.
Atenção:
Não confunda a oração subordinada adverbial causal com coordenada explicativa.
Compare:
Ele pegou a doença porque andava descalço. (causal)
Não ande descalço, porque você vai pegar uma doença. (explicativa)
1 – No primeiro exemplo há forçosamente uma relação de causa (andar descalço) e consequência (pegar uma doença). No segundo exemplo, não há essa relação, apenas dá-se um motivo para que não se ande descalço.
2 – A adverbial causal pode ser transformada em outra, reduzida de infinitivo, iniciada pela preposição por. Por andar descalço, ele pegou uma doença. A coordenada explicativa não admite essa transformação.

Subordinada adverbial comparativa:
Estabelece uma comparação com a ação expressa pelo verbo da oração principal. As principais conjunções comparativas são: que, do que (depois de mais, menos, melhor, pior),como etc.
Ex: Ele lutava como um guerreiro espartano lutaria.
Subordinada adverbial concessiva:
Indica que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na oração principal. As principais conjunções concessivas são: ainda que, embora, mesmo que, posto que, por mais que, se bem que, nem que etc.
Ex: Não venderão o produto ainda que gastem milhões em propaganda.

Subordinada adverbial condicional:
Indica a condição necessária para que o fato expresso na oração principal se realize. As principais conjunções condicionais são: se, caso, sem que, contanto que, salvo se, desde que, a menos que, a não ser que etc.
Ex: Venderão o produto, caso alterem a sua fórmula.

Subordinada adverbial conformativa:
Exprime conformidade com o que se declara na oração principal. As principais conjunções conformativas são: conforme, como, segundo, consoante etc.
Ex: O jantar será servido às oito horas, conforme combinamos.

Subordinada adverbial consecutiva:

Indica a consequência do que foi declarado na oração principal. É introduzida pela conjunção que (precedida de tal, tanto, tão ou tamanho).
Ex: Ele falava tanto que começava a ser inconveniente.

Subordinada adverbial final:

Indica a finalidade do que está expresso na oração principal. As principais conjunções finais são: para que, a fim de que, que (= para que), etc.
Ex: Construíram-se diques para que as águas não alagassem os campos.

Subordinada adverbial proporcional:

Indica uma relação de proporcionalidade com o fato expresso na oração principal. As principais conjunções proporcionais são: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais...mais, quanto menos...menos, quanto maior..menor etc.
Ex: Os lucros iam crescendo, à proporção que se reduziam os custos.

Subordinada adverbial temporal:

Indica o tempo em que ocorre o fato expresso na oração principal. As principais conjunções temporais são: quando, enquanto, antes que, depois que, desde que, logo que, assim que, até que, apenas, mal etc.
Ex: Todos estavam reunidos quando ele anunciou seu casamento.
EXERCÍCIOS

Não é preciso ser um especialista para saber que poluição faz mal à saúde. Até agora, no entanto, ninguém havia conseguido medir com precisão o impacto de um dos poluentes mais nocivos, o ozônio. Estudos americanos acabam de relacionar a grande concentração desse gás a mortes prematuras por doenças respiratórias e cardiovasculares.
O primeiro levantamento científico sobre os malefícios causados por esse gás é da década de 50. Oito anos atrás, quando a Organização Mundial da Saúde publicou as primeiras recomendações contra os efeitos nocivos da substância, não havia provas de que em excesso ela poderia matar. A comprovação tardia da relação entre altos níveis de ozônio e o aumento da mortalidade explica-se pelo fato de que o gás é um poluente de difícil medição e controle. Ele não é emitido por motores, mas é subproduto de várias reações químicas entre diversos poluentes, e o principal acelerador desse processo é o calor.
O aumento da concentração de ozônio no ar é fruto de um paradoxo. Nos últimos dez anos, várias cidades do mundo passaram a controlar a emissão de poluentes. Ao mesmo tempo, muitas dessas medidas favoreceram o aparecimento de outros gases tóxicos. Um bom exemplo é o que aconteceu recentemente com o lançamento dos automóveis com motores que funcionam indistintamente com gasolina, álcool ou com uma mistura em qualquer proporção de ambos os combustíveis.
Os carros bicombustíveis, que hoje respondem por metade das vendas no Brasil, de fato diminuíram a emissão de gases tóxicos. Por outro lado, porém, passaram a jogar no ar mais resíduos de álcool, que são a matéria-prima do ozônio.
Nos anos 70, as projeções sobre o impacto da poluição eram catastróficas. Até o fim do século, dizia-se, seria preciso usar máscaras de oxigênio nas cidades para sobreviver a substâncias tóxicas. Ao contrário dessas previsões, houve uma redução da poluição atmosférica por causa das medidas de controle de emissão de poluentes - principalmente dos automóveis, a grande fonte da sujeira lançada no ar. Apesar disso, uma outra previsão acabou se confirmando: mais e mais pessoas morrem em virtude disso. A razão é o crescimento exponencial do número de automóveis em circulação. Em menos de trinta anos, a frota de carros brasileiros mais do que duplicou. Por causa de tal expansão o ganho em saúde obtido com veículos menos poluidores não é tão grande quanto poderia ser.
(Adaptado de Anna Paula Buchalla, Veja)


(FCC – 2014) QUESTÃO 01 - ... mais e mais pessoas morrem em virtude disso. (último parágrafo)
A expressão pronominal está empregada, no texto, para substituir o segmento
(A) da sujeira lançada no ar por automóveis.
(B) da redução da poluição atmosférica.
(C) das medidas de controle dos poluentes.
(D) da previsão dos mais pessimistas.
(E) da sobrevivência nas grandes cidades.

QUESTÃO 02 - As conjunções destacadas em: “uso indevido de abreviações, formalidades ORA excessivas ORA inexistentes” expressam, no contexto, ideia de:
A) alternância.
B) adição.
C) conclusão.
D) explicação.
E) oposição.

QUESTÃO 03 - A oração destacada em: “mas foi escrito de uma maneira tão confusa QUE OCORREU UM COLAPSO NA CENTRAL DE ATENDIMENTO DA EMPRESA.” expressa ideia de:
A) consequência.
B) causa.
C) condição.
D) finalidade.
E) conformidade.

QUESTÃO 04 - Assinale a opção em que a palavra destacada exprime, no contexto, a mesma ideia da destacada em: “90% da comunicação feita E recebida pelas entidades privadas hoje é via e-mail.”
A) “POR ISSO, os especialistas e as empresas tentam sistematizar as regras que regem a comunicação por e-mail.”
B) “SEGUNDO ela, a administração enviou um e-mail sobre uma mudança que seria feita nos pagamentos.”
C) “A apreensão tem levado empresas a consultores que capacitem funcionários a redigir e-mails não só sem deslizes na língua portuguesa, MAS eficientes e adequados à comunicação profissional.”
D) “Era para ser algo simples, MAS foi escrito de uma maneira tão confusa que ocorreu um colapso na central de atendimento da empresa, porque ninguém entendeu a mensagem”.
E) “comunicam via internet com mais propriedade, QUANDO na verdade uma habilidade independe da outra.”

Agir conforme a ética não se aprende, não se entende, não se reflete – se faz. O comportamento virtuoso não se ensina, dizia Sócrates. Sempre pode haver um mentiroso ou um corrupto conhecedor e defensor de valores éticos. A virtude surge da prática, defendia Aristóteles. O bom caráter advém de um hábito incorporado pelos costumes e experiências advindos da infância.
Quase todas as tarefas corriqueiras da vida nós as fazemos sem pensar. Andamos de bicicleta, dirigimos carros, cozinhamos, escrevemos e nos portamos à mesa de forma automática, como se fosse natural. Nossas ações e deliberações morais também são frutos de uma vivência contínua, de uma prática repetida que se torna arraigada.
Em vão se ensina ética com o propósito de melhorar o caráter de um aluno. Pensar no outro antes de agir advém do costume e não da razão. Respeito, justiça, coragem e prudência não se ensinam em sala de aula, são valores experimentados e praticados desde pequenos na construção e na imitação das condutas familiares. Os filhos pagam pelos pecados dos pais, já diziam os profetas bíblicos Moisés e Ezequiel.
 Estudar ética é como estudar nosso primeiro idioma, serve para lapidar e aperfeiçoar aquilo que já praticamos.
(TONETTI, Flávio. Ética, Medo e Esperança. Petrópolis,)

(FADESP 2016) QUESTÃO 05 - No que concerne à coerência e à coesão, a descrição está adequada em
(A) O pronome “as” (l. 8) retoma a expressão “experiências” (l. 7).
(B) O autor utiliza, em todas as ocorrências, o pronome pessoal “nós” no lugar da primeira pessoa do singular.
 (C) O pronome demonstrativo em “aperfeiçoar aquilo que já praticamos” (l. 22) recupera e resume as afirmações anteriormente mencionadas relativas aos hábitos incorporados pelos costumes e pelas experiências advindos da infância.
(D) O conectivo “todavia” é o que melhor explicitaria a relação lógica existente entre as orações “Respeito, justiça, coragem e prudência não se ensinam em sala de aula” e “são valores experimentados e praticados desde pequenos” .

Muitos se incomodam ao ver pessoas usando e humilhando outras. Talvez porque constatemos que há quem se utilize dos seus semelhantes como quem usa um objeto. Podemos classificar tal desvio de conduta como uma infração ao princípio da dignidade humana. Apesar de reprovável, deparamo-nos com esse desrespeito diariamente – muitas vezes sem percebê-lo. Empresas utilizam crianças enfermas em anúncios para promover as vendas, aproveitam tragédias naturais para construir um marketing de responsabilidade social, lucram com doações e abatimentos fiscais. Há os que se aproveitam da miséria para entregar suprimentos: melhoram a imagem pública para conseguir votos. Tais vampiros utilizam a destruição do outro para tirar benefício, e comumente são por nós aplaudidos: os chamamos distraidamente de “responsáveis”. Mas podemos, nós também, usar o outro como quem usa um objeto, sem termos consciência disso: quando reclamamos do garçom que julgamos pago para atender nossos desejos sorrindo, quando flertamos ou saímos com uma pessoa para causar ciúmes em outra, quando utilizamos a sedução para obter benefícios no trabalho ou para suprir carências afetivas sem se importar com sentimentos alheios. Exercitar a empatia é um modo de desconstruir esta lógica da submissão. Cristo ou Kant nos questionariam: - Gostaria que alguém se utilizasse de sua fraqueza ou boa vontade para usá-lo ou explorá-lo?                 (TONETTI, Flávio. Ética, Medo e Esperança.)

(FADESP – 2016) QUESTÃO 06 – A relação lógico-semântica entre os enunciados está corretamente indicada em
(A) “Muitos se incomodam ao ver pessoas usando e humilhando outras” – oposição.
(B) “Apesar de reprovável, deparamo-nos com esse desrespeito diariamente” – restrição.
(C) “Empresas utilizam crianças enfermas em anúncios para promover as vendas” – finalidade.
 (D) “Talvez porque constatemos que há quem se utilize dos seus semelhantes como quem usa um objeto” – tempo.











































TIPOLOGIA TEXTUAL


TIPOLOGIA TEXTUAL

Os tipos de texto são classificados em:

• Descrição
• Narração
• Dissertação (argumentativa e expositiva)
• Injunção
• Dialogal

• DESCRIÇÃO é o ato de descrever alguém ou alguma coisa - ambiente, lugar, objeto, paisagem, quadro. Descrever é fazer um retrato verbal sobre alguém ou algo que você acabou de ver ou conhecer. Uso de adjetivos e comparações. Cena estática. Pode aparecer em sequências narrativas (como a crônica lida em sala), dissertativas, etc.
• Predominância em: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado.

• NARRAÇÃO é o ato de relatar um fato, fictício ou não, que ocorreu em um determinado tempo e lugar, envolvendo personagens em torno de um conflito. Se não existir conflito teremos apenas um relato.
• Há relação de anterioridade e posterioridade. Tempo verbal predominante: pretérito (passado).
• Exemplos: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato.
• Uso de discurso direto – fala direta do personagem – e discurso indireto – fala indireta do personagem:

DISCURSO consiste na forma de manifestação da VOZ (fala e pensamento) da PERSONAGEM.
Os TIPOS DE DISCURSO correspondem às opções do narrador para manifestar essa voz. Os discursos são três (o edital solicita que você estude apena os dois primeiros).

I – DIRETO: Narrador dá voz à personagem de modo total. Há reprodução fiel do falar/pensar da personagem.   Esse recurso cria efeito de realidade, verossimilhança.
Há, geralmente, emprego de pontuação específica (dois-pontos, aspas, travessão, etc.) e verbos de elocução (dizer, pensar, falar, perguntar, etc.).
EXEMPLO:

Já na primeira semana de aula, o professor disse aos alunos:
— Amanhã, vocês entenderão como somos tratados aqui!
II - INDIRETO: Narrador dá voz à personagem de modo parcial. Há interferência, mediação do falar/pensar da personagem.
Esse recurso cria efeito de afastamento, parcialidade.
Há, geralmente, emprego de oração subordinada à voz do narrador, através de conjunção específica (que ou se).
EXEMPLO:
Já na primeira semana de aula, o professor disse aos alunos que, no dia seguinte, eles entenderiam como eram tratados naquele lugar!

• DISSERTAÇÃO é o desenvolvimento ou explicação sobre um assunto, é discutir um ponto de vista (tese). Pode ter caráter expositivo ou argumentativo. Apresenta como tempo verbal predominante o presente do indicativo e por tratar de temas universais o tempo atemporal. Aborda temas abstratos e polêmicos.

Dissertação - Exposição

• Apresenta um saber já construído e legitimado.
• Apresenta ideias de modo objetivo.
• Expõe ideias sobre determinado assunto.
• A intenção é informar, esclarecer.
• Exemplos: textos científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais.

Dissertação-Argumentação
• Apresenta a defesa de ideias ou o ponto de vista do autor.
• Além de explicar, persuade também o leitor, com objetivo de convencê-lo de algo.
• Utiliza-se da linguagem denotativa.
• Apresenta progressão lógica de ideias.
O autor vale-se de estratégias argumentativas: exemplos, comparação, dados estatísticos, causa e consequência, autoridade, etc.
• Exemplos: monografia, dissertação-argumentativa, editorial de jornais e revistas, artigos de opinião, etc.

• INJUNÇÃO
• É instruir ou orientar alguém sobre como realizar uma ação.
• Utiliza linguagem objetiva e simples.
• Verbos, geralmente, no modo imperativo.
• Exemplos: manuais e instruções para montagem ou uso de aparelhos, receitas, horóscopos, cartões de Natal.

• DIALOGAL/CONVERSACIONAL
• Apresenta um diálogo entre os interlocutores.
• Exemplos: entrevista, conversa telefônica, tirinhas, chat, WhatsApp.

PARÁFRASE, PERÍFRASE, SÍNTESE E RESUMO
A paráfrase é um texto que traz as mesmas informações de um outro texto, por meio de outras palavras (...). Parafrasear, portanto, é expressar as ideias de alguém com uma construção e um vocabulário próprios. No entanto, as informações devem ser fiéis às ideias do texto original. Ao parafrasearmos um texto, deve haver uma citação explícita de seu autor, pois, caso contrário, pode ser considerado plágio. Exemplo:
Texto original
“Muitas, mas muitas pessoas não sabem como fazer uma paráfrase, pois nunca viram um exemplo” (GERENT, 2014).
Paráfrase
Gerent (2014) afirma que há um grande número de pessoas que não entendem como fazer uma paráfrase por nunca terem visto um exemplo.
A perífrase é a utilização de várias palavras no lugar de poucas ou de apenas uma. Trata-se de um interessante mecanismo de coesão.
Veja:
I. Policiais são mais do que necessários em estádios de futebol; a presença de homens treinados para garantir a ordem e a segurança faz-se imprescindível em grandes clássicos futebolísticos.
Note que “homens treinados para garantir a ordem e a segurança” é uma forma de retomar “policiais”.

A síntese é usada de forma similar a um resumo. A síntese de um livro, por exemplo, expressa as suas ideias principais. O resumo, por sua vez, é a apresentação reduzida e resumida de todos os conteúdos.
Diferente do resumo, a síntese é um novo texto e pode ser alterada.
A síntese utiliza uma linguagem mais voltada ao leitor.
A síntese utiliza uma linguagem menos informativa e objetiva e mais apreciativa, destacando as intenções do autor.

Resumo é a condensação máxima das informações de um texto original; nele, mostra-se capacidade de objetividade e clareza, em que, de forma breve, apresentam-se os dados originais do texto que serviu de base, na mesma ordem. Além do mais, no resumo, é conveniente, na medida do possível, que se mantenha o discurso, o estilo do texto original.
Exemplo de resumo
Primeiramente, será apresentado um trecho do livro A criança, o livro e a escola, de Regina Zilberman. Em seguida, um possível resumo desse texto.
A escola tem, neste processo, uma atuação preponderante, que cabe especificar. Como assume um duplo papel – o de introduzir a criança na vida adulta, mas, ao mesmo tempo, o de protegê-la contra as agressões do mundo exterior – ela se identifica com as contradições antes expostas, refletindo-as de modo visível. Em primeiro lugar, acentua a divisão entre o indivíduo e a sociedade, ao retirar o aluno da família e da coletividade, encerrando-o numa sala de aula em que tudo contraria a experiência que até então tivera. Ao invés de uma hierarquia social, vive uma comunidade em que todos são igualados na impotência: perante a autoridade do mestre e, mais adiante, da própria instituição educacional, todos estão despojados de qualquer poder. Em vez de um convívio social múltiplo, com pessoas de variadas procedências, reúne um grupo homogeneizado porque compartilha a mesma idade; e impede que se organize a vida comunitária, já que todos são obrigados a ficar de costas uns para os outros, de frente apenas para um alvo investido de autoridade – o professor.
O sistema de clausura coroa o processo: a escola fecha suas portas para o mundo exterior e, se o regime de internatos entrou em franca decadência, isto não significa que seu modo de pensar a realidade tenha sido suplantado. Pois o prédio do colégio permaneceu como um espaço separado da coletividade e, muitas vezes, fechado ao adverso a seu interesse. (ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na escola. 6. ed. São Paulo: Global, 1987.)
Resumo:
A escola promove a separação entre indivíduos e sociedade, pois retira o aluno da comunidade e o tranca numa sala de aula em que todos são iguais diante da autoridade do professor. Na sala de aula, o aluno não terá contato com pessoas diferentes, pois os colegas são da mesma idade. Até mesmo a construção do prédio escolar reforça essa separação. A escola permanece como um espaço privado que fecha suas portas para o mundo exterior. (LUFT, Celso P. Novo manual de Português. São Paulo: Globo, 2005.)

EXERCÍCIOS

Desaparecidos
No Brasil não existem dados oficiais que determinem a quantidade de crianças e adolescentes desaparecidos anualmente; contudo, dos casos registrados, um percentual de 10 a 15% permanecem sem solução por um longo período de tempo, e, às vezes, jamais são resolvidos. Visando a dar visibilidade a essa problemática, a Secretária Especial de Direitos Humanos, desde 2002, constituiu uma rede nacional de identificação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos, com o objetivo de criar e articular serviços especializados de atendimento ao público e coordenar um esforço coletivo e de âmbito nacional para busca e localização dos desaparecidos. Hoje temos cadastrados no site da ReDesap 1.247 casos de crianças e adolescentes desaparecidos no País. Desde a sua criação já foram solucionados 725 casos, sendo que se constatou que umas das causas mais comuns de desaparecimento é a fuga do lar por conflito familiar. (...).                     (Fonte:http://www.desaparecidos.mj.gov.br/Desaparecidos/).

Questão 01 - O texto é, predominantemente,
A) narrativo.
B) argumentativo.
C) injuntivo.
D) expositivo.
E) dialogado.

O projeto original do Metrô/DF é composto por 29 estações, das quais 21 estão em funcionamento. Possui, atualmente, uma frota de 20 trens, e transporta uma média de 150 mil passageiros ao dia — de segunda a sexta-feira, das 6h às 23h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 19h.
As linhas do Metrô/DF possuem a forma da letra Y. Dos 42,38 Km de extensão, 19, 19 Km interligam a estação Central — localizada na rodoviária do plano piloto de Brasília — à Estação Águas Claras. Outros 14,31 Km compreendem o ramal que parte da estação Águas Claras, percorrendo Taguatinga Centro e Norte, até Ceilândia. Por fim, 8,8 Km abrangem o trecho que liga a estação Águas Claras, via Taguatinga Sul, até Samambaia.
A linha principal é subterrânea na Asa Sul. As estações operacionais da região possuem passagens subterrâneas que dão acesso às superquadras 100 e 200, e aos pontos de ônibus dos Eixos W e L Sul, nos dois sentidos. Em seguida passa pelo Setor Policial Sul, onde se localiza a Estação Asa Sul, também chamada de terminal Asa Sul, em razão de integração com o sistema de transporte rodoviário. A linha atravessa a via EPIA, Guará, Setor de Mansões Park Way, até chegar a Águas Claras. Nesse percurso, há trechos de linha em superfície e também em trincheira — área subterrânea sem cobertura. Ainda nesse trecho, será construído o novo terminal rodoviário interestadual de Brasília, ao lado da estação Shopping.
É na estação Águas Claras que a linha principal se divide em dois ramais. O ramal com destino a Samambaia passa por Taguatinga Sul, cruzando a via EPTC — Pistão Sul, até chegar ao centro de Samambaia. Esse trecho é percorrido em superfície e possui quatro estações.
Poderão ser construídos mais oito terminais rodoviários junto às estações do Metro/DF para contribuir com a implantação do Programa Brasília Integrada que prevê a integração entre os sistemas rodoviário, metro ferroviário, incluindo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Questão – 02 O texto apresentado tem como característica principal a

A) narração de fatos geradores da história do metrô no DF.
B) descrição de elementos da estrutura do metrô no DF.
C) exposição de um ponto de vista acerca do metrô do DF.
D) defesa da implantação de novos trechos do metrô no DF.
E) descrição de um projeto de expansão do metrô no DF.

Sem privacidade
Ainda é possível ter privacidade em meio a celulares, redes sociais e dispositivos outros das mais variadas conexões? Os mais velhos devem se lembrar do tempo em que era feio “ouvir conversa alheia”. Hoje é impossível transitar por qualquer espaço público sem recolher informações pessoais de todo mundo. Viajando de ônibus, por exemplo, acompanham-se em conversas ao celular brigas de casal, reclamações trabalhistas, queixas de pais a filhos e vice-versa, declarações românticas, acordo de negócios, informações técnicas, transmissão de dados e um sem-número de situações de que se é testemunha compulsória. Em clara e alta voz, lances da vida alheia se expõem aos nossos ouvidos, desfazendo-se por completo a fronteira que outrora distinguia entre a intimidade e a mais aberta exposição.
Nas redes sociais, emoções destemperadas convivem com confissões perturbadoras, o humor de mau gosto disputa espaço com falácias políticas – tudo deixando ver que agora o sujeito só pode existir na medida em que proclama para o mundo inteiro seu gosto, sua opinião, seu juízo, sua reação emotiva. É como se todos se obrigassem a deixar bem claro para o resto da humanidade o sentido de sua existência, seu propósito no mundo. A discrição, a fala contida, o recolhimento íntimo parecem fazer parte de uma civilização extinta, de quando fazia sentido proteger os limites da própria individualidade.
Em meio a tais processos da irrestrita divulgação da personalidade, as reticências, a reflexão silenciosa e o olhar
contemplativo surgem como sintomas problemáticos de alienação. Impõe-se um tipo de coletivismo no qual todos se obrigam a se falar, na esperança de que sejam ouvidos por todos. Nesse imenso ruído social, a reclamação por privacidade é recebida como o mais condenável egoísmo. Pretender identificar-se como um sujeito singular passou a soar como uma provocação escandalosa, em tempos de celebração do paradigma público da informação.
(Jeremias Tancredo Paz, inédito)

QUESTÃO 03 - Diante do fenômeno caracterizado no texto como irrestrita divulgação da personalidade, seu autor posiciona-se

(A) com neutralidade, uma vez que se limita a descrever os novos procedimentos tecnológicos que viabilizaram as várias conexões sociais.
(B) de modo a confrontar a obsessão moderna pela irrefreável conectividade com a privacidade que era preservada nas relações sociais do passado.
(C) com relutância, mas não deixa de encaminhar sua adesão aos meios técnicos que passaram a estabelecer novos vínculos entre as pessoas.
(D) de modo a estabelecer um vínculo entre o cuidado que havia com a privacidade e a forma pela qual esta inspirou o estabelecimento de conexões mais produtivas.
 (E) de modo a avaliar, com a isenção possível, as perdas e ganhos da nova conectividade social, comparada à inoperância dos velhos canais de comunicação.

VEXAMES
Muita gente não sabe usar um celular. Veja o que você NÃO deve fazer com ele.
• Não ande com o celular pendurado na calça. Fica feio. Guarde-o na mochila. Dá para escutá-lo do mesmo jeito.
• Desligue o celular durante as aulas – ou em lugares públicos, como o cinema. Depois você acessa a caixa postal e pega a mensagem.
• Nunca telefone durante a aula. Não adianta se abaixar, nem cobrir o celular com o cabelo. As pessoas vão perceber que você está ao telefone.
• Quando estiver com apenas uma amiga, não fique horas falando ao celular.
• Não ofereça o seu telefone só para ser simpática. Lembre-se da conta que vai chegar.

QUESTÃO 04 – Acerca do texto é correto afirmar:
A) apresenta uma estrutura de diálogo ao mostrar troca de mensagens entre os interlocutores.
B) é um texto argumentativo, pois apresenta uma tese (não usar celular em casa) seguida de argumentos.
C) o uso de verbos no modo imperativo e a intenção de instruir o leitor permitem classificá-lo como texto injuntivo.
D) por apresentar uma análise dos aparelhos celulares podemos incluí-lo no rol de textos dissertativos.
E) apresenta uma sucessão de acontecimentos com o celular, personagem principal, logo, trata de uma sequência narrativa.


RECONHECIMENTOS DE TRAÇOS CARACTERÍSTICOS DA LINGUAGEM FALADA E DA LINGUAGEM ESCRITA


A fala e escrita são duas modalidades da língua. A primeira é marcada pela matéria fônica percebida pela audição; a segunda, por sinais gráficos convencionais – letras, acentos gráficos e sinais de pontuação, principalmente. Além da diferença material, as modalidades terão particularidades derivadas das diferentes condições  de produção.

CUIDADO!
INFORMAÇÕES ENCONTRADAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

A fala é mais informal, espontânea, não planejada e até menos sujeita às normas da língua-padrão;
A escrita é mais formal, complexa e dependente das regras da gramática normativa.

SERÁ MESMO? FUJA DAS ALTERNATIVAS DE QUESTÕES DE CONCURSOS NAS QUAIS EMPREGAM-SE ESSAS CRENÇAS!

Vamos analisar as seguintes situações:
1 – a mãe escreve um bilhete, às pressas, para a filha e o coloca na porta da geladeira;
2 – um adolescente digita uma mensagem cheia de abreviações e a envia para um colega por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas. Nesses dois casos, podemos dizer que a escrita é formal e redigida conforme a norma culta?

Outras situações:
1 – um advogado, defendendo um cliente, discursa para tentar convencer o corpo de jurados da inocência do réu;
2 – o diretor executivo de uma empresa esclarece determinado tema em uma audiência pública.
Esses dois últimos casos confirmariam a crença de que a fala é sempre informal, descuidada e não planejada?

Conclusões:
1 – A oralidade nem sempre é marcada pela informalidade e pela despreocupação com aspectos formais e gramaticais. Há diversas práticas profissionais nas quais a mediação por meio da língua oral se dá de forma planejada, estruturada e complexa;
2 – A oralidade e a escrita são práticas e usos da língua com especificidades e condições distintas de realização, mas não suficientemente opostas para caracterizar dois sistemas linguísticos.
3 – A fala é adquirida naturalmente em contextos informais do dia a dia, enquanto a escrita, em sua faceta institucional, se adquire em contextos formais: na escola. Daí a escrita ser prestigiada como um bem cultural que deve ser sempre desejado.

DIFERENÇAS, SIM; OPOSIÇÃO, NÃO!

A FALA

A fala é uma prática social de interação para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas ou gêneros textuais fundados na realidade sonora, indo desde uma realização informal à mais formal nos mais variados contextos.
PRINCIPAIS TRAÇOS CARACTERÍTICOS DA LINGUAGEM FALADA

Presença de truncamentos, hesitações, repetições e retomadas, correções que não aparecem no escrito; a possibilidade de se usar uma série de recursos do nível fonológico que no escrito não funcionam (entonação, ênfase de termos ou sílabas, duração de sons); as reações do interlocutor são “ao vivo”; é possível também impedir que alguém tome o turno antes que se termine a fala; e existe o uso de marcadores conversacionais (Ah!, né?, certo?) com maior frequência.
Exemplo:
eu acho um fato interessante... né... foi como meu pai e minha mãe vieram se conhecer... né... que... minha mãe morava no Piauí com toda família... né... meu... meu avô... materno no caso... era maquinista... ele sofreu um acidente... infelizmente morreu... minha mãe tinha cinco anos... né... e o irmão mais velho dela... meu padrinho... tinha dezessete e ele foi obrigado a trabalhar... foi trabalhar no banco... e... ele foi... o banco... no caso... estava... com um número de funcionários cheio e ele teve que ir para outro local e pediu transferência prum local mais perto de Parnaíba que era a cidade onde eles moravam e por engano o... o... escrivão entendeu Paraíba... né... e meu... e minha família veio parar em Mossoró que era exatamente o local mais perto onde tinha vaga pra funcionário do Banco do Brasil e:: ela foi parar na rua do meu pai... né... e começaram a se conhecer... namoraram onze anos... né... pararam algum tempo... brigaram... é lógico... porque todo relacionamento tem uma briga... né... e eu achei esse fato muito interessante porque foi uma coincidência incrível... né... como vieram a se conhecer... namoraram e hoje... e até hoje estão juntos... dezessete anos de casados…
CUNHA, M. A. F. (Org.). Corpus, discurso & gramática: a língua falada
e escrita na cidade de Natal. Natal: EdUFRN, 1998

MAS COMO ESSE ASSUNTO CAI EM CONCURSO?

QUESTÃO 01- (SEDUC-PA) A frase que contém uma marca de oralidade é:
A) O sertanejo tem que falar cultura.
B) (...) talvez eu possa fazer algumas armadilhas para que vocês me façam perguntas (...)
C) É um processo que não está fundado na palavra escrita.
D) Mas, como sou sertanejo, e filho de uma família metade comunista metade reacionária, né?
E) A fala e a escrita são duas modalidades da língua portuguesa.

QUESTÃO 02 – (IDEM) – Observe uma pessoa contando para outra o procedimento para usar a nova impressora:

“Primeiro a gente pega as folhas e põe aqui, nessa parte de baixo. Daí, a gente liga esse botãozinho e dá o comando no computador. Daí a gente fica esperando um pouco e logo ela imprime. É superfácil.”

Quanto ao uso de “a gente”, responda:
A) É o mais adequado à língua oral informal e à língua escrita formal por ser uma forma de dizer nós.
B) Está adequado à língua oral formal, e também à língua escrita formal por querer dizer nós.
C) Está adequado tanto à língua oral informal quanto à língua escrita formal porque refere-se a todos nós.
D) Está adequado à norma culta da língua portuguesa, mas inadequado à linguagem coloquial.
E) Está adequado à língua oral informal por ser uma forma usada de se dizer nós, mas está inadequado à língua escrita formal, a qual privilegia o uso de nós.

(DEFENSORIA PÚBLICA – PARANÁ - 2017)
O menino, de Chico Anysio
Vou fazer um apelo. É o caso de um menino desaparecido.
Ele tem 11 anos, mas parece menos; pesa 30 quilos, mas parece menos; é brasileiro, mas parece menos.
É um menino normal, ou seja: subnutrido, desses milhares de meninos que não pediram pra nascer; ao contrário: nasceram pra pedir.
Calado demais pra sua idade, sofrido demais pra sua idade, com idade demais pra sua idade. É, como a maioria, um desses meninos de 11 anos que ainda não tiveram infância.
Parece ser menor carente, mas, se é, não sabe disso. Nunca esteve na Febem, portanto, não teve tempo de aprender a ser criança-problema. Anda descalço por amor à bola.
Suas roupas são de segunda mão, seus livros são de segunda mão e tem a desconfiança de que a sua própria história alguém já viveu antes.
Do amor não correspondido pela professora, descobriu que viver dói. Viveu cada verso de "Romeu e Julieta", sem nunca ter lido a história.
Foi Dom Quixote sem precisar de Cervantes e sabe, por intuição, que o mundo pode ser um inferno ou uma badalação, dependendo se ele é visto pelo Nelson Rodrigues ou pelo Gilberto Braga.
De seu, tinha uma árvore, um estilingue zero quilômetro e um pássaro preto que cantava no dedo e dormia em seu quarto.
Tímido até a ousadia, seus silêncios grita nos cantos da casa e seus prantos eram goteiras no telhado de sua alma.
Trajava, na ocasião em que desapareceu, uns olhos pretos muito assustados e eu não digo isso pra ser original: é que a primeira coisa que chama a atenção no menino são os grandes olhos, desproporcionais ao tamanho do rosto.
Mas usava calças curtas de caroá, suspensórios de elástico, camisa branca e um estranho boné que, embora seguro pelas orelhas, teimava em tombar pro nariz.
Foi visto pela última vez com uma pipa na mão, mas é de todo improvável que a pipa o tenha empinado. Se bem que, sonhador de jeito que ele é, não duvido nada.
Sequestrado, não foi, porque é um menino que nasceu sem resgate.
Como vocês veem, é um menino comum, desses que desaparecem às dezenas todas os dias.
Mas se alguém souber de alguma notícia, me procure, por favor, porque... ou eu encontro de novo esse menino que um dia eu fui, ou eu não sei o que vai ser de mim.
Leia mais: https://oglobo.globo.com/cultura/um-autorretrato-inedito-de-chico-anysio-4428439#ixzz4yMuJZRCJ

             QUESTÃO 01 – Considerando-se o fragmento “desses milhares de meninos que não pediram pra nascer” à luz da modalidade escrita e falada da língua, pode-se constatar o emprego da variação linguística:
A) Regional
B) Literária
C) Coloquial
D) Culta
E) Técnica

QUESTÃO 02 – Além do humor e lirismo, qual é a outra finalidade cumprida no texto “O menino”?
A) Fazer uma crítica ao descaso com que as crianças são tratadas por certas famílias e pelas autoridades.
B) Caracteriza a identificação da pessoa desaparecida através de traços físicos para serem encontradas por seus familiares.
C) Reconhece que a situação do garoto diz respeito à família e não às autoridades.
D) Mostra que situações como a do menino desaparecido é um fato que preocupa as autoridades.
E) Apresenta o gênero textual caracterizado como descrição.














Reportagem

 GÊNERO TEXTUAL REPORTAGEM Olá, eu sou o professor Alessandro. Na aula de hoje vamos abordar o assunto reportagem. Reportagem é um gênero te...